PCA da BVC assegura que para ser investidor basta ter mil escudos cabo-verdianos na conta

Cidade da Praia, 24 Out (Inforpress) – O PCA da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC), Miguel Monteiro, alertou hoje para a importância de poupar para ser um investidor qualificado, mas assegurou que para se tornar um investidor, basta ter mil escudos cabo-verdianos.

Miguel Monteiro falava aos jornalistas, na cidade da Praia, à margem do webinar “Investidor Qualificado: O que é, quais os requisitos e vantagens”, e do lançamento do Caderno do Investidor, enquadrado na semana da poupança, visando dotar a população geral, de informações valiosas sobre a classificação de investidor qualificado e as vantagens associadas.

“Para ser investidor bastam mil escudos, as obrigações em Cabo Verde normalmente custam mil escudos, então eu, através de mil escudos, já posso dizer que eu investi na bolsa e depois vou obter seja o reembolso do valor que eu investi, sejam os juros que, entretanto, vou receber durante a maturidade desse instrumento”, explicou aquele responsável.

No entanto, avisou que para ser um investidor qualificado é necessário dominar certos conceitos, dos quais, destacou, a importância da poupança, que muitos desconhecem, ressalvando que não pode ser investidor sem poupança.

“Quem não poupa, não pode investir porque não tem valores para poder aplicar”, sustentou apontando também a necessidade de aprender conceitos básicos como: o que é que são acções, o que são obrigações, o que representam, quais são os direitos de cada um desses instrumentos e como é que se pode fazer um investimento.

Explicou ainda que todo o processo de investimento é realizado, através dos bancos e não Bolsa de Valores, como muitos confundem.

“Ou seja, quem tem conta bancária pede para criar uma conta de títulos e a partir dessa conta de títulos vai dizer agora eu quero investir e dá uma ordem junto do seu banco num impresso que existe em todos os bancos no sentido de adquirir, de comprar uma obrigação, ou uma acção e aí iniciar a sua vida como investidor”, esclareceu Miguel Monteiro.

A intenção da BVC, segundo o mesmo, é fazer com que os cabo-verdianos de Santo Antão a Brava e na diáspora vejam a Bolsa como um potencial local para investir as suas poupanças, tendo recordado que para a diáspora o Governo, no orçamento de 2023, isentou de imposto sobre rendimento todos os rendimentos obtidos pelos cabo-verdianos na diáspora.

O caderno do investidor, ora lançado, estará disponível nas redes do BVC e irá permitir que qualquer pessoa adquira conhecimentos sobre a bolsa, os produtos, como investir, quais os direitos, quais as obrigações de uma forma muito sistematizada e simples, e para quem quer aprofundar mais é só dirigir-se à Bolsa, ou aos bancos.

Por sua vez, Aline Andrade técnica do departamento de operações do mercado da Bolsa de Valores de Cabo Verde coordenadora do webinar “Investidor Qualificado: O que é, quais os requisitos e vantagens”, adiantou que durante este evento vão ser passadas informações sobre os processo e procedimentos de qualificação para os investidores estarem “aptos” a investir na bolsa de Valores de Cabo Verde.

Uma das vantagens de ser investidor qualificado, conforme explicou Aline Andrade, passa pela oportunidade de participar em emissões no mercado primário, em ofertas particulares que são dirigidas apenas aos investidores qualificados.

Quanto aos requisitos para ser um investidor qualificado, destacou a necessidade de ter um capital depositado no banco de dois mil contos e ter realizado pelo menos dez operações no mercado de valores mobiliários na Bolsa de Valores de Cabo Verde.

TC/HF

Inforpress/Fim

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