PCA da ASA considera “importante” posicionamento do país na sua relação com continente africano (c/áudio)

Santa Maria, 29 Mar (Inforpress) – O presidente do conselho de administração da Empresa de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) considera “importante” o posicionamento de Cabo Verde na sua relação com o continente africano numa lógica de integração, mas sobretudo de conectividade e mobilidade.

“Mais de 50 por cento do mercado turístico é servido pelos transportes aéreos. É importante o posicionamento de Cabo Verde na sua relação com o continente africano, numa lógica de integração, mas sobretudo, com dois conceitos, inseparáveis, isto é, a conectividade e a mobilidade”, sublinhou Jorge Benchimol à margem da I Conferência Ministerial sobre turismo e transporte aéreo em África, que vinha decorrendo na ilha do Sal, tendo terminado esta tarde.

“Temos que fazer com que os transportes marítimos sirvam, de facto, os interesses económicos do continente, e o sector do turismo que pode representar mais de 260 mil milhões de dólares no continente africano no ano 2030, portanto, esse potencial tem que ser explorado”, acrescentou o PCA da ASA.

Neste contexto, nota ainda que é preciso que os africanos interiorizem que essa relação é “inadiável”, haja vontade política para fazer com que se tenha economias abertas, e se aproveitar as possibilidades do conceito de também céu aberto.

“Porque não podemos ter economias fechadas com céus abertos, nem o contrário. É preciso ter céus abertos e economias abertas. E com vontade política, as coisas podem acontecer”, explicou, acautelando, entretanto, que já não há mais tempo a perder.

“Nós já perdemos várias oportunidades e é preciso que as coisas aconteçam de facto. E as coisas só podem acontecer pela via da liderança. As lideranças africanas têm de assumir, necessariamente, a importância do mercado continental do sector do turismo, da sua associação com os transportes aéreos, e a partir daí implementar as medidas que são necessárias”, frisou.

Ainda, na sua percepção, se Cabo Verde não for capaz de implementar essas intenções, não vai poder aproveitar, ficando “sempre na cauda”.

“À espera que os outros façam por nós, quando nós podemos fazer por nós próprios, tomando as nossas iniciativas”, disse, entretanto, ciente dos desafios que se tem pela frente.

Por outro lado, considerando que os aeroportos são fundamentais tanto para o sector do turismo como para os transportes aéreos, para fazer face a essa conectividade que se pretende, o responsável defende, nesse sentido, a criação de condições para que os aeroportos facilitem, em termos de infraestruturas, entre outros aspectos, de modo a aproveitar o potencial turístico.

“E, a ASA tem de se posicionar, claramente, criando essas condições, assumindo um papel de aglutinador, de parcerias, mas sobretudo pôr os “takholders” a trabalhar para um objectivo comum e convergente, que tem de ser o aproveitamento máximo possível do nosso potencial, do que Cabo Verde tem para dar nesse atlântico médio e para o continente africano na sua relação com o mundo”, acentuou, concluindo.

SC/CP

Inforpress/Fim

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