Paula Moeda pede “mais amor e equilíbrio” entre homens em conversa aberta sobre VBG (c/áudio)

Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) –  A vice-presidente da Federação de Mulheres do PAICV (FNM-PAI), Ana Paula Moeda, defendeu que é preciso “mais amor e maior equilíbrio” entre homens e mulheres, realçando que muitas vezes a Violência Baseada no Género (VBG) vem de “grandes paixões.”

Ana Paula Moeda falava a propósito da conversa aberta sobre VGB, sob o título “VBG visto pela sociedade civil e serviços públicos, duas visões e mesmo destino”, organizada pela FNM-PAI e que tinham como convidado os procuradores Inisabel Marques e Vital Moeda.

Segundo a responsável, esta conversa surgiu no sentido de chamar organizações da sociedade civil, especialistas formadas em direito, procuradores da República, homens e mulheres para partilhar a sua visão, o sentimento deles e a experiência deles na aplicação da lei de VGB.

É que, conforme a mesma fonte, a relação em família tem que ser “mais trabalhada” e, para além disso, deve-se combater as causas da VGB, que, apesar de ser pouco falada, é também “muito frequente no namoro”.

“Tem que haver mais compreensão, mais harmonia, mais paz familiar, mais equilíbrio, mas acima de tudo há outras causas que perturbam muito o processo de VBG. Por exemplo alcoolismo que leva ao VBG, a droga, outros males que temos que evitar na sociedade”, defendeu Paula Moeda, realçando que é preciso também uma atitude mais pedagógica enquanto deputados da Nação e trabalhar essas questões.

A procuradora Inisabel Marques, por seu lado, frisou que com a implementação da lei de VBG houve alguns ganhos a nível de especialização porque hoje em dia há magistrados a trabalhar exactamente com a questão do género, e acabam por estar mais actualizados sobre a questão. Para além disso, destacou ainda melhorias em termo de registo das denúncias que dão entrada nas procuradorias, que hoje em dia são feitos de forma mais rápidos.

No entanto, ressalvou, que “o principal ganho é a diminuição da distância no tipo de tratamento entre homens e mulheres”. Isto porque, sublinhou, as mulheres hoje em dia têm maior visibilidade e maior participação e conhecem mais os seus direitos.

CD/AA

Inforpress/Fim

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