PAICV quer uma “mobilização sem precedentes” para aumentar o resultado eleitoral nas autárquicas de 2020

Cidade da Praia, 06 Abr (Inforpress) – As eleições autárquicas de 2020 são estratégicas para o partido, por isso será necessário um trabalho extraordinário numa “mobilização sem precedentes” para aumentar o “score” eleitoral e conseguir oito câmaras municipais.

A afirmação é da presidente do Partido Africano para Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) Janira Hopffer Almada, à margem do segundo encontro com as Comissões Políticas Regionais, no intuito de preparar as próximas eleições autárquicas de 2020, que acontece este sábado na cidade da Praia.

Segundo a líder do maior partido da oposição, este encontro tem como objectivo preparar as bases para vencer o desafio de conseguir oito câmaras municipais, o mesmo número alcançado em 2016.

“É importante que os cabo-verdianos comecem a pensar e a reflectir sobre o facto de termos, nesse momento, uma hegemonia política no país, com um Governo suportado por um partido, esse mesmo partido a suportar a maioria das câmaras municipais e com um Presidente da República apoiado por esse mesmo partido”, notou.

Para Janira Hopffer Almada, é preciso perguntar se essa “hegemonia política” tem traduzido na melhoria das condições de vida das populações e no próprio desenvolvimento do país.

“O que nós temos assistido muitas vezes é que alguns órgãos de soberania ao invés de defender os interesses do povo, de promover bens comuns, estão mais preocupados em defender posições do partido, de modo a terem o mesmo discurso”, denunciou a presidente do PAICV.

Sobre essa situação, exemplificou com o não pronunciamento de nenhum órgão de soberania sobre o caso da privatização dos TACV, “vendido por 48 mil contos que ainda não foram recebidos”, lembrando que “por muito menos” outros diplomas foram vetados quando o PAICV era Governo.

Por outro lado, considerou que não é normal que se tenha uma câmara municipal, referindo à edilidade praiense, a investir cerca de 500 mil contos numa praça, quando a cidade tem apenas 40 por cento das casas ligadas à rede de esgotos.

“Governar também é definir prioridades é sobretudo defender interesses das pessoas e promover o interesse, o que temos constatado é que as câmaras municipais têm se transformado em caixa de ressonância do Governo”, conclui.

OM/ZS

Inforpress/Fim

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