Orçamento do Estado para 2024 terá estabilidade como prioridade para fazer face às ocorrências externas – ministro das Finanças 

Mindelo, 04 Nov (Inforpress) – O ministro das Finanças apontou hoje, no Mindelo, que o Orçamento do Estado para 2024 (OE´24) terá como prioridades fundamentais a estabilidade de rendimento, macro-económica e também da moeda para fazer face às ocorrências externas.

Olavo Correia fez as considerações durante a sua intervenção no 5º ciclo de apresentação sectorial do OE´24, realizado no Mindelo e tendo como tema “As prioridades para o sector económico no Orçamento do Estado para o ano económico de 2024”.

O também vice-primeiro-ministro lembrou que neste momento há um mundo que está a enfrentar uma inflação muito mais elevada que o ano passado e um quadro financeiro internacional “muito restritivo” em termos de acesso aos capitais de mercado.

Por outro lado, em termos geopolítico, o mundo, conforme a mesma fonte, está “cada vez mais incerto, inseguro e imprevisível”, o que acaba por impactar a economia cabo-verdiana enquanto Estado insular e “um tomador de efeito”.

“Devemos nos preparar, mas, como digo sempre, não se preocupar muito com o contexto externo, porque não podemos controlá-lo e nem o influenciar, é preocupar-nos com o contexto interno, que é o que nós temos a obrigação de mudar e alterar para ter capacidade de fazer face às ocorrências que vêm do mundo exterior”, advogou.

Por isso, di-lo Olavo Correia, o orçamento para 2024 é baseado em três prioridades fundamentais, primeiro a estabilidade de rendimentos, segundo estabilidade macro-económica e em terceiro lugar a estabilidade da moeda.

“Se nós queremos ter um orçamento responsável, ele tem de ser um orçamento ancorado na promoção da estabilidade, porque perante um quadro de instabilidade no plano externo, temos de criar um quadro de segurança e previsibilidade no plano interno”, advertiu.

A apresentação também teve como orador o ministro do Mar e também ministro da Cultura e das indústrias Criativas, Abraão Vicente, que anunciou que no sector marítimo a prioridade é a infra-estruturação do país.

O governante enumerou alguns projectos contemplados, entre estes a conclusão do Terminal de Cruzeiros do Mindelo, estaleiros da Cabnave e consolidar o Porto da Palmeira, Sal, como terminal de pesca industrial para Cabo Verde.

“Mas, o grande desafio para a economia azul, sem dúvida tem sido um desafio natural, tem a ver com o impacto das mudanças climáticas na indústria pesqueira”, considerou, repetindo a questão de que a conserveira Frescomar e a empresa de congelamento, Atunlo, todas em São Vicente, estão a ter problemas devido à escassez de pescado.

Neste sentido, o executivo, asseverou Abraão Vicente, pretende abordar o acordo com a União Europeia tendo em vista dois lados, o da derrogação para exportação, que deverá ser renovada para mais dois anos, mas, também alargar a possibilidade de importar matéria-prima da Europa para fazer o trabalho de transformação.

No sector da cultura, o governante mostrou que no ano de 2024 haverá o maior orçamento de que há memória, ultrapassando meio milhão de contos, com foco na consolidação dos programas e projectos já existentes.

O evento contou ainda com o ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, que explicou as prioridades de governação para estes sectores.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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