ONU prolonga missão na República Democrática no Congo até Dezembro

Kinshasa, 30 Mar (Inforpress) – O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu prolongar a missão na República Democrática do Congo (RDCongo) por mais nove meses, até 20 de Dezembro, foi anunciado.

Os membros do conselho optaram, por unanimidade, adoptar a resolução proposta pela França, mantendo a missão na RDCongo por mais nove meses.

“A actividade da Monusco [Missão da ONU na República Democrática do Congo] é indispensável enfrentar os défices de segurança locais, especialmente por causa dos grupos armados presentes no leste do país”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Ledrian, citado pela Agência France-Presse.

A missão da ONU na RDCongo tem em vista a “protecção efetiva, dinâmica e integrada de civis”, bem como “neutralizar grupos armados através da brigada de intervenção”.

Por outro lado, prevê a promoção da reconciliação intercomunitária e prestar apoio ao Governo na consolidação de uma estrutura civil nacional para uma gestão “justa” dos direitos humanos e recursos naturais.

Na terça-feira, a ONU disse que o número de pessoas que precisam de ajuda humanitária na República Democrática do Congo aumentou dramaticamente no ano passado para 13 milhões, entre as quais 7,5 milhões de crianças.

Cerca de quatro milhões de crianças sofrem de desnutrição aguda, e mais de 1,4 milhões de desnutrição aguda severa, “o que significa que estão em risco iminente de morte” disse, na altura, a directora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Henrietta Fore, durante uma conferência de imprensa.

Por sua vez, o subsecretário-geral para os assuntos humanitários da ONU, Mark Lowcock, que esteve em visita à RDCongo com Henrietta Forre, sublinhou que a organização está a pedir 1,65 mil milhões de dólares (cerca de 1,49 mil milhões de euros) em ajuda humanitária neste ano, mais do dobro do valor arrecadado no ano passado.

Mark Lowcock apontou ainda as tensões económicas, a turbulenta situação política em torno das eleições de Dezembro e a epidemia de Ébola como as principais razões do agravamento da situação humanitária.

Felix Tshisekedi foi declarado vencedor das eleições presidenciais de 30 de Dezembro. Tshisekedi sucedeu a Joseph Kabila, que governou o país centro-africano durante 18 anos.

Lusa/Inforpress

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