ONU-Habitat defende um quadro de actuação para potenciar ganhos da urbanização

Cidade da Praia, 04 Out (Inforpress) – A técnica nacional da ONU-Habitat, Jeiza Barbosa, defendeu hoje, na Cidade da Praia, a necessidade de se preparar um quadro de actuação e de políticas públicas que possam potenciar os ganhos da urbanização em Cabo Verde.

Jeiza Barbosa, também ponto focal da ONU-Habitat em Cabo Verde, fez estas considerações à imprensa, à margem de uma conferência, com suporte da Direcção Nacional do Ambiente, sob o lema “Acelerando a acção urbana por um mundo livre de carbono”, no âmbito do Dia Mundial do Habitat, que se assinala na primeira segunda-feira de Outubro, e do arranque do Outubro Urbano.

Segundo a responsável, assim como todos os anos, o mês se inicia com o Dia Mundial do Habitat (na primeira segunda-feira do mês) e se encerra com o Dia Mundial das Cidades, assinalado a 31 de Outubro, e conta com dois temas para estimular o debate e a reflexão à volta do desenvolvimento urbano sustentável.

O Dia Mundial do Habitat é celebrado sob o lema “Acelerando acção urbana por um mundo livre de carbono”, isto porque, conforme argumentou a técnica nacional, os dados mostram que as cidades contribuem em 70% das emissões de gases de efeitos de estufa.

Neste sentido, são realizadas campanhas de promoção de reflexão, de sensibilização e de educação para que as cidades se planeiem e se tornem auto sustentáveis, de modo a reduzir as emissões no quadro das alterações climáticas.

“Cabo Verde é um país pequeno com actividades industriais ainda pouco desenvolvidas, ainda pode ser que consideremos a nossa situação confortável, mas é sempre necessário agir em antecipação, pensando global e agir local, como dizem”, frisou Jeiza Barbosa.

Conforme observou, a urbanização está a aumentar em Cabo Verde, sendo que em 2010 a taxa de urbanização apontava para 68 por cento (%), e, de acordo com os dados recentes e preliminares do último censo, a taxa subiu para 73%.

Portanto, apontou a mesma fonte, o fenómeno da urbanização pode ser mesmo considerado “um pouco irreversível”, mas, entretanto, defendeu, “é necessário preparar um quadro de actuação e de políticas públicas que possam potenciar os ganhos da urbanização”.

“Nós não podemos ver a urbanização, as pessoas a viverem nas cidades como sendo um fenómeno negativo, há vários aspectos positivos, mas cabe, portanto, às autoridades, às instituições, os parceiros, potencializar o fenómeno da urbanização”, enfatizou a ponto focal da ONU-Habitat.

Durante o mês de Outubro será realizada um conjunto de actividades para, segundo Jeiza Barboza, promover uma reflexão à volta do desenvolvimento urbano sustentável, visando, sobretudo, o direito à cidade e à habitação condigna.

TC/CP

Inforpress/Fim

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