Óbito: Governo destaca contribuição de Dulce Almada Duarte na afirmação e valorização da língua cabo-verdiana

Cidade da Praia, 21 Ago (Inforpress) – O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas lamentou a morte da professora, linguista e combate da liberdade da pátria, Dulce Almada Duarte, falecida no dia 19, tendo destacado a sua contribuição na afirmação e valorização da língua cabo-verdiana.

Numa nota de pesar, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas afirmou que é com “profundo pesar” que tomou conhecimento da morte da filóloga e combatente da liberdade da Pátria Dulce Almada Duarte.

“Neste momento, do desaparecimento físico da Dulce Almada Duarte, destaca a sua contribuição intelectual e académica na afirmação e valorização da língua cabo-verdiana, actualmente Património Imaterial Nacional, e que, como poucos, cedo se apercebeu da complexidade da situação sociolinguística do país”, lê-se na nota de pesar.

O Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, na execução da política linguística do país, fez saber que levará sempre em conta o legado deixado pela filóloga.

Em nome do Governo, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas endereça à família enlutada e amigos “as mais sentidas condolências”.

Dulce Almada Duarte faleceu na segunda-feira, 19, nas vésperas de completar 86 anos.

Dulce Almada Duarte nasceu em 1933 , na ilha de São Nicolau. Formada em filologia em 1958, pela Universidade de Coimbra (Portugal), foi também pioneira nos estudos da língua cabo-verdiana e umas das primeiras cabo-verdianas a ter formação superior.

Depois de um breve período como professora no Liceu Gil Eanes, na ilha de São Vicente, onde conheceu aquele que viria a ser o seu marido, Abílio Duarte, ruma, em 1960, para França, a convite da Universidade Sorbonne, para ser leitora de Português na Faculdade de Letras da Universidade de Caen, na Normandia (França).

AM/JMV

Inforpress/Fim

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