Negociações com Portugal para perdão das dívidas estão a decorrer bem – garante Governo

Cidade da Praia, 15 Out (Inforpress) – O ministro das Finanças disse hoje, na Praia, que está a “decorrer bem” o processo negocial para o perdão das dívidas de Cabo Verde por parte de Portugal, existindo, segundo ele, uma “abertura” das autoridades lusas.

O também vice-primeiro-ministro garantiu que quando houver resultados concretos das negociações, estes serão anunciados.

“Estamos num processo de negociações no plano técnico e, também, político e o processo está a decorrer bem”, informou Olavo Correia que é igualmente ministro da Economia Digital.

Olavo Correia fez essas considerações à imprensa, à saída do encontro com o ministro português de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, que se encontra de visita a Cabo Verde.

O governante cabo-verdiano admite que a questão do perdão das dívidas é um tema “complexo” que exige “muito trabalho técnico e político” para que as partes cheguem a uma solução que seja do interesse de Portugal e de Cabo Verde.

“O que discutimos hoje foi como que os dois governos [de Cabo Verde e Portugal] juntos podem trabalhar para melhorarmos o ambiente de negócios e clima de investimentos em Cabo Verde e, também, em Portugal”, sublinhou Correia.

Ainda de acordo com a mesma fonte, pretende-se fazer de Cabo Verde um centro de domiciliação de empresas portuguesas com interesses em fixarem-se no arquipélago nas áreas das tecnologias, indústria ligeira, da economia marítima e do turismo.

Segundo ele, as empresas portuguesas podem não só prestar serviços para o mercado cabo-verdiano, como também para exportarem para o mundo, particularmente para o mercado da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Para Olavo Correia, a economia digital constitui uma “área potencial” para a dinamização da cooperação empresarial entre os dois países.

“Temos que ter recursos qualificados, formados tecnicamente para poderem prestar serviços e competir, a partir de Cabo Verde, à escala mundial”, prognosticou Olavo Correia, acrescentando que no País existe um “potencial enorme” que pode fazer do arquipélago “um hub [plataforma] tecnológico para domiciliar empresas portuguesas que, a partir daqui, desenvolvem serviços, exportam para outros países,  “empregando jovens cabo-verdianos altamente qualificados nas áreas tecnológicas”.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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