MpD afirma que uma educação de qualidade é “fundamental” para se alcançar a mobilidade social e económica ascendente

Cidade da Praia, 06 Out (Inforpress) – O líder do grupo parlamentar (GP) do MpD (poder), João Gomes, defendeu hoje, no Parlamento, que a aposta numa educação de qualidade é “fundamental” para se alcançar a mobilidade social e económica ascendente.

“Uma educação de qualidade é o principal motor para se sair do ciclo da pobreza, pois ajuda a empoderar as pessoas para que tenham um estilo de vida mais sustentável e mais saudável”, indicou o presidente do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia.

João Gomes fez essas declarações no debate parlamentar sobre a educação, tema esse agendado a pedido dos deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição).

Na perspectiva do deputado da bancada que suporta o Governo na Parlamento, o regresso dos alunos às escolas no ano lectivo 2020/2021, embora com alguma “timidez e limitações, balanço foi “francamente positivo”, em face dos condicionalismos causados pela pandemia de covid-19, que afectou todos os sectores da sociedade cabo-verdiana.

“Foi um ano lectivo de muita aprendizagem para o Governo, professores, funcionários, alunos e encarregados de educação, que nos permitiu a todos encarar a pandemia de frente”, apontou João Gomes, acrescentando que no ano lectivo 2020/2021 os dados indicam um aproveitamento na ordem dos 91% (por cento) no ensino básico, enquanto a taxa de abandono foi de 1%.

No secundário, assegurou, a taxa de aproveitamento foi de 75%, situando-se o abandono em 3%.

Conforme notou, o novo ano lectivo inicia-se em plena pandemia, “mas, graças ao bom combate que tem sido dado, os riscos são muito menores do que no ano anterior”.  

“Uma grande maioria dos professores está vacinada, dependendo das directivas da Direcção Nacional de Saúde, a população dos 12 a 17 poderá vir a ser vacinada, aumentando, assim, o nível de segurança e protecção sanitária”, ressaltou Gomes.

Segundo ele, o Governo vem apostando numa “educação de excelência” que pressupõe “qualidade e inclusão”.

“Nas políticas de inclusão, o Governo assumiu encargos que eram das famílias, para eliminar as barreiras económicas que impedem que todos os cabo-verdianos pudessem ter acesso à educação”, admitiu o dirigente político dos “ventoinha”.

Para João Gomes, a política do Governo de Ulisses Correia e Silva no domínio da educação permitiu o aumento das taxas de escolarização, enquanto se diminuiu o abandono escolar.

De acordo com o líder do GP do MpD, anualmente o Estado investe mais de 500 milhões de escudos na formação superior.

A partir do ano lectivo 2022/2023, de acordo com João Gomes, o sistema do ensino deve garantir a todos os jovens o domínio do português e do inglês, preparando-os para a nova matriz curricular que vai “incluir a língua cabo-verdiana”.

LC/CP

Inforpress/Fim

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