Moda: Jovem senegalês vai abrir loja de vestuário de tecidos africanos em Portugal com mercado europeu na mira

Assomada, 04 Jun (Inforpress) – O jovem senegalês Malick Fall, considerado um dos costureiros mais requisitados em Santa Catarina, vai abrir ainda em meados de Junho a sua primeira loja de vestuário de tecidos africanos em Portugal, com olhos postos no mercado europeu.

Em declarações à Inforpress, Malick Fall acentuou que, nesta primeira fase, vai abrir a sua primeira loja em Amadora (Portugal), empregando uma pessoa, tendo indicado que a França será o próximo mercado europeu que quer conquistar com os seus produtos.
Adiantou que vai manter a mesma qualidade que tem acostumado os clientes santa-catarinenses.

O jovem empreendedor, que veio à Cabo Verde a convite de um tio alfaiate, em 2007, e que abriu em 2009 a sua própria alfaiataria, conta de momento com um mini-mercado e um restaurante de pratos típicos do Senegal, cuja empresa chama-se “Malick Naru”. O nome Naru é uma homenagem à mãe.

Malick, que tem nacionalidade cabo-verdiana e que já conquistou o mercado santa-catarinense, disse acreditar que, levando os seus produtos para Portugal, mormente vestidos para toda ocasião, calças, camisas, saia, calções, entre outros produtos personalizados para crianças, homens e mulheres , os caminhos vão se abrir para outros países europeu.

A mesma fonte assegurou que vai levar os produtos da sua loja de Cabo Verde, com sede em Assomada, no concelho de Santa Catarina (Santiago) e que também serão confeccionadas outras peças de roupas naquele país europeu , “ao gosto do freguês”.

O costureiro, que vai viajar em meados deste mês para inaugurar a sua primeira loja na Europa, desta feita em Portugal , com vista a sua internacionalização, avançou à Inforpress que os preços dos vestuários vão variar entre os 500 e os 2000 escudos (5 a 20 euros).

Entretanto, fez saber que quem quer um produto “exclusivo” vai pagar “um bocadinho mais”, sendo que nesta primeira fase os produtos serão vendidos a “bom preço”, com o intuito de conquistar novos clientes.

O jovem senegalês, que abriu a sua “alfaiataria” em 2009, tem conquistado a clientela com tecidos africanos, aliás, é um dos costureiros mais procurados em Santa Catarina para fazer roupas de casamentos, crismas, finalistas e para outras ocasiões.

As suas empresas, de momento empregam seis pessoas, sendo quatro na alfaiataria e dois no supermercado e restaurante, todos do Senegal, mas no entanto ajudou mais oito conterrâneos a montarem as suas próprias empresas de costura.

“Quero levar os meus produtos a toda Europa, tendo em conta que tenho muitos clientes que hoje estão ali. Numa primeira fase, vou abrir uma loja na Amadora, Portugal, e depois em França. Mas a ideia, futuramente, é chegar aos demais países europeus”, vaticinou o jovem costureiro senegalês.

FM/JMV

Inforpress/Fim

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