Ministro defende participação das mulheres no desenvolvimento industrial para uma sociedade mais equitativa

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) – O ministro do Comércio, Indústria e Energia, Alexandre Monteiro, disse hoje que a participação das mulheres no desenvolvimento industrial é “fundamental” para uma sociedade mais equitativa, pondo em prática as empresas inovadoras e traçar metas globais de sustentabilidade.

Alexandre Monteiro falava na cerimónia de abertura do ateliê sob o lema “Acelerar a Industrialização em África através do Empoderamento das Mulheres Africanas na Indústria para um Mercado Integrado”, no âmbito do Dia da Industrialização em África, celebrado no dia 20 de Novembro.

Este lema, conforme explicou o governante, representa uma iniciativa oportuna para promover a integração das mulheres na indústria, no momento de implementação do grande mercado africado e também na zona de livre comércio continental, sublinhando que isto vai impulsionar o desenvolvimento da indústria em África.

Neste particular, sustentou que a África e os países africanos necessitam de um desenvolvimento industrial inclusivo e sustentável, que proporciona benefícios e oportunidades a todos e só assim vai haver um sector industrial neste continente e no país, mais resiliente e impulsionador do desenvolvimento sustentável que todos preconizam.

Referiu, por outro lado, que em relação à igualdade de oportunidade a igualdade de género é transversal em todas as políticas públicas em Cabo Verde, com o reconhecimento de que a inclusão plena das mulheres tem que se alcançar para o desenvolvimento sustentável.

Na liderança do sector empresarial público em Cabo Verde, afirmou também que o equilíbrio é garantido no processo da nomeação dos órgãos sociais com representação mínima de 40% de cada género no conselho de administração e nos órgãos de fiscalização.

E no que tange a políticas de fomento de auto-emprego de micro-empresas, frisou este governante que a dimensão deve estar sempre presente, considerando que hoje as mulheres em Cabo Verde têm um papel activo em diversos sectores de actividades públicas e privadas.

Neste sentido assegurou que actualmente no país tem mulheres a liderar a gestão de várias empresas industriais de referência, nomeadamente, no sector agro-alimentar, têxtil e entre outras.

Por isso, Alexandre Monteiro garantiu que a igualdade de oportunidade no género é mais do que um objectivo de desenvolvimento em si mesmo, pois é um factor “vital” para a realização de outros objectivos de desenvolvimento, sobretudo para a redução da pobreza, crescimento económico e sustentabilidade ambiental.

Por seu turno, a coordenadora residente das Nações Unidas, Patrícia Portela, disse, durante o seu discurso de abertura, que Cabo Verde teve progressos notáveis que foram alcançados em relação aos direitos das mulheres, no que tange à igualdade de género principalmente no acesso de serviços, educação e saúde.

Mas, continuou que os desafios persistem ainda a nível da violência do género e disparidade no rendimento, pois referiu que as mulheres representam quase metade da população do país, mas que correspondem a 66% dos pertencentes a grupos mais pobres, enquanto que os homens representam 34%.

A nível do sector industrial em Cabo Verde, mencionou que este sector contribui para 9% do emprego total do país, em que 09% é ocupado por homens e 10% por mulheres.

Patrícia Portela referiu que na declaração conjunta para este dia, a Comissão da União Africana (AUC), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), apelam aos governos, aos parceiros de desenvolvimento, às universidades, ao sector privado e à sociedade civil, para que reforcem a colaboração na criação de um ambiente propício ao surgimento e à disseminação das mulheres nas indústrias transformadoras em toda a África.

Ao abordar colectivamente as disparidades de género e ao proporcionar oportunidades iguais para as mulheres nos processos de industrialização, pode-se acelerar o percurso de África rumo ao crescimento inclusivo e ao desenvolvimento sustentável, vincou.

DG/ZS

Inforpress/Fim

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