Ministro da Cultura declara que Escritaria para homenagear autores fica fixada em São Vicente (c/áudio)

Mindelo, 23 Nov (Inforpress) – O ministro da Cultura disse quarta-feira, 22, no Mindelo, que a Escritaria para homenagear autores fica fixada no Mindelo, mostrando a intenção de distinguir outros escritores, nos próximos tempos, à semelhança de Germano Almeida.

Segundo Abraão Vicente, que falava no encerramento do evento que homenageou o prémio Camões 2018, a ideia que fica é que a Escritaria tem que ser feita no Mindelo, não em outro sítio nem numa ilha diferente em cada ano.

“A Escritaria fica fixada no Mindelo por causa da Marginal, por causa do design da cidade, da urbanidade da cidade e eu creio que outros autores que nós possamos vir homenagear no Mindelo ficarão orgulhosos de ver também a suas obras transportadas, lidas, livres, abertas ao mundo”, considerou.

Segundo Abraão Vicente, com a Escritaria em homenagem a Germano Almeida, a cidade de Penafiel (no distrito do Porto, Portugal) fica conectada à cidade do Mindelo, porque foi nessa cidade do norte de Portugal que se fez a homenagem em 2021 e ajudaram a repeti-la agora, neste ano, na ilha de São Vicente.

Sobre o homenageado, o ministro da Cultura considerou que o resultado da visita de Germano Almeida às escolas e da apropriação da sua obra por outras formas artísticas é, sem dúvida, uma forma de reconhecimento de que o escritor tem tido o que o cabo-verdiano normal tem.

“É isso que o faz extraordinário porque nos representa com a mesma simplicidade de um cabo-verdiano comum quando está nos grandes palcos e quando está em qualquer parte”, destacou.

Para o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Antonino Sousa, a cultura tem um potencial extraordinário de união, de ligação e de mobilização dos povos nos mais diversos domínios.

Pelo que, considerou, com a realização da Escritaria deu-se um “belíssimo exemplo” ao mundo de como através da cultura pode-se criar “laços inquebráveis”

“Penafiel vai ficar no Mindelo, porque a silhueta de Germano na Laginha é uma homenagem ao Germano, mas também é um marco da aproximação e significa a ligação das comunidades através da cultura”, arrematou.

CD/AA

Inforpress/Fim

 

 

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