Ministro da Cultura chama atenção para “papel simbólico” das igrejas nas comunidades

Calheta, 04 Out (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, afirmou na Calheta de São Miguel que Cabo Verde “não tem tanto património construído” a ponto de “ignorar o papel simbólico” das igrejas nas comunidades.

A declaração foi produzida à margem da assinatura da consignação e descerramento das placas de obras de reabilitação das capelas de Nossa Senhora do Socorro e Imaculada da Conceição, no concelho de São Miguel, interior de Santiago.

O ministro reafirmou que este é um “projecto ambicioso” de requalificação das duas capelas que fazem parte da paisagem do município de São Miguel, e que num percurso de dois meses vão ser duas ‟belíssimas capelas de referência” no interior de Santiago.

O Governo, precisou, decidiu que as igrejas devem fazer parte do património histórico e podem servir não só como local de culto, mas também de referências geográficas e arquitectónicas para a população.

‟Recuperar as igrejas é importante e significa muito para as pessoas, são obras pequenas em termos de quantia, mas significa dignificar espaço onde as pessoas fazem seu culto espiritual” frisou.

Abrãao Vicente lembrou que o Estado continua a ser laico, mas que “não pode ignorar” as manifestações típicas e as mais enraizadas em cada localidade.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Herménio Fernandes, afirmou que com as intervenções está-se a valorizar o património histórico do seu município, pois trata-se de capelas que representam a história do concelho, daí a satisfação com o investimento.

Herménio Fernandes considerou ainda que a iniciativa vai trazer um “grande contributo” para a dinamização do turismo religioso, e criar “melhores condições” para espaços de culto, que, segundo disse, são muito utilizados pela comunidade.

A assinatura da consignação das obras foi feita pelo representante da empresa vencedora do concurso MF Group, Adilson Martins, e pelo presidente do Instituto do Património Cultural, Jair Fernandes.

VC/AA

Inforpress/Fim

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