Ministro da Cultura aponta necessidade de mecanismos que permitam maior circulação de artistas em África

Cidade da Praia, 15 Out (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, defendeu hoje a criação de mecanismos para circulação de artistas dentro do continente africano, destacando a falta de meios que permitam esta mobilidade.

Abraão Vicente fez esta intervenção à imprensa, à margem da primeira Cimeira das Indústrias Criativas da África (Africa Creative Industries Summit) a decorrer via zoom e que propõe a discussão e conversas críticas sobre as muitas oportunidades, caminhos e desafios da cultura africana e das indústrias criativas.

Segundo disse, Cabo Verde é o único país lusófono convidado, e a ideia é reflectir sobre o impacto das indústrias criativas na criação de novas dinâmicas económicas e infraestruturas, fazendo com que o sector contribua em gerar rendimento e postos de trabalho condignos.

Conforme o governante, o painel que Cabo Verde está inserido é sobre “música e artes performativas”, explicando que o questionamento das entidades é saber como é que os países podem, de facto, contribuir para a criação de mercados.

“Vou levar algumas necessidades que do nosso ponto de vista, nomeadamente a criação de mecanismos para circulação de artistas dentro do continente africano, não temos nem voos, nem ligações que tornam fluídas a circulação dos artistas e a necessidade dos países criarem entidades de gestão de direitos de autor, que sejam credíveis e estejam também conectadas com as entidades internacionais”, assinalou.

Por outro lado, Abraão Vicente frisou que é preciso criar meios para que os bancos possam começar a financiar as indústrias criativas com alguma segurança.

“Hoje em dia, falamos muito de ‘startups’ e empresas ligadas a áreas das novas tecnologias, mas os bancos ainda não se sentem seguros em financiar os investimentos ligados a esse sector”, acrescentou. 

Quanto a música também outro questionamento tem a ver com o acesso dos artistas africanos a mercados internacionais.

A Cimeira apresenta um diálogo de alto nível e conversas críticas sobre as muitas oportunidades, caminhos e desafios da cultura africana e das indústrias criativas.

Serão debatidos, ainda, “Artes visuais, design e moda”, “Literatura, publicação e educação”, “Cinema, televisão, rádio, publicidade e desporto” e, por fim, “Como financiar as indústrias criativas africanas”.

HR/CP

Inforpress/Fim

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