Ministro Abraão Vicente destaca “forte engajamento” da comunidade da cultura da CPLP para criação do estatuto do artista e os critérios de circulação

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas destacou hoje o “forte engajamento” da comunidade da cultura da CPLP, para criação do estatuto do artista e os critérios de circulação, apontando ainda estratégias de consolidação desse mercado.

Abraão Vicente fez essas considerações à imprensa, em jeito de balanço da XI reunião de Ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que aconteceu esta sexta-feira, na Cidade da Praia.

Na ocasião, o governante disse que o período inicial do encontro se centrou à volta do tema em debate proposto por Cabo Verde, “Mercado Comum da Cultura e Indústrias Criativas para a CPLP”, do qual levantou os desafios desta construção, em que ficou assente a certeza de que o processo “tem que ser construído passo a passo”.

Por isso avançou, será necessário um “profundo trabalho” de cada país, para o enquadramento legal, critérios claros que têm a ver com a criação do estatuto do artista, os critérios de circulação, os critérios bilaterais para o acesso e a circulação de produtos.

Já a segunda parte da reunião teve apresentação das entidades internacionais, nomeadamente a União Europeia (UE), Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Ibero-americana (OEI), que apresentaram ao colectivo dos países da CPLP as oportunidades, dando destaque, principalmente, “na grande linha de financiamento da UE, que são cerca de 19 milhões de euros”.

“Foi apresentado também os eixos de candidatura, os próximos passos a dar para formação, para termos acesso”, explicou o ministro cabo-verdiano da Cultura.

Abraão Vicente anunciou que a Cidade da Praia e a Cidade Velha, são, a partir de hoje, oficialmente, as capitais da cultura da CPLP, indicando também a decisão de se criar de forma permanente uma bienal de artes indústrias criativas da CPLP que será albergado pelo país que detém a presidência da organização.

No âmbito do programa da XI reunião dos Ministros da Cultura da CPLP, foi apresentado as actividades ligadas à Comissão do Património Cultural da CPLP, o reforço da rede de museus, com o engajamento de Portugal e Brasil, no sentido de haver um reforço dessa cooperação.

Também saiu a decisão de se fazer um estudo para o mapeamento dos eventos culturais dos estados da CPLP, no sentido de todos terem “a consciência de onde estão os potenciais e as mais-valias” da Comunidade para se poder potencializar e trabalhar, de facto, em conjunto.

O governante referiu ainda que, das duas modalidades em debate, criação do evento mercado de artes e indústrias criativas e a segunda hipótese, a criação de regras e estratégias comuns, que permitam que esse mercado funcione no dia a dia, “ficou a ideia de que é preciso trabalhar a médio longo prazo” para também, a nível dos Chefes de Estado da CPLP possa haver a determinação das regras que vão enquadrar essa efectiva criação da mobilidade.

“Também ficou assente a sensação de que já existe essa mobilidade, falta apenas regulamentar e provocar um aumento e a normalização dessa circulação, também a ideia da criação de um estatuto do artista nos países para facilitar a concessão de vistos e a circulação”, sustentou.

Abraão Vicente salientou que os resultados da cimeira permitiram a aproximação das relações entre os países, as relações com as três identidades que apresentaram a sua estratégia de formação de financiamento.

Ajuntou, por seu turno, a importância da participação da República Checa como país observador e a presença da OEI, pela primeira vez, no estatuto de organização observador.

HR/CP

Inforpress/Fim

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