Ministra das Infra-estruturas considera que na última década o modelo de gestão de empreitadas foi “ineficiente” (c/áudio)

Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) – O modelo de planeamento de obras e gestão de empreitadas foi “ineficiente na última década”, marcada por fiscalização “deficitária e recursos excessivos aos trabalhos a mais”, disse hoje a ministra das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação.

Segundo Eunice Silva, nos últimos dez anos, houve ainda “dispersão de competências”, além de “proliferação injustificada” de unidades de gestão e, ainda, pela “fraca capacidade estratégica” aquando da priorização dos investimentos públicos.

Tudo isto, na perspectiva da governante, teve “consequência negativas” para o país, citando o exemplo de “barragens que não retêm a água”, vias “onde não circulam carros e inúmeras casas construídas e que ficaram vazias”.

Eunice Silva fez essas considerações na cerimónia de posse dos presidentes de conselhos de administração da Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH) e da nova empresa pública das Infra-estruturas de Cabo Verde (ICV S.A.), respectivamente José Miguel Martins  e Carlos Correia e Silva.

O Governo, prosseguiu a ministra, entende como essencial o restabelecimento da confiança dos cidadãos para com as politicas publicas da infra-estruturação do país, o que passa necessariamente pela “implementação de medidas que garantam uma melhor governança”.

Indicou, por outro lado, que o executivo elencou como uma das suas grandes prioridades a “necessidade de se estabelecer uma nova metodologia de programação e execução as obras públicas” no país.

Na sua óptica, o Governo a criou a ICV por entender que entender que gestão das obras públicas pode e deve ser concretizada em “moldes empresariais”, promovendo “gestão inteligente” dos recursos que são escassos.

Para a governante, o novo modelo de gestão das obras públicas vai permitir evitar “avultados prejuízos económicos, sociais e ambientais” oriundos da “gestão negligente das empreitadas financiadas com recursos do estado”.

Afirmou, ainda, que o Estado conta com a equipa da nova empresa na “gestão transparente” dos concursos e das empreitadas das obras públicas.

Questionada pela imprensa se anteriormente a gestão das empreitadas não era transparente, Eunice Silva disse nesses termos: “Não respondo a questão”.

Na linha empresarial, garantiu que o Governo pretende “recentrar a IFH” e prepará-la para os “grandes desafios” que o sector de habitação reclama, o que passa pela “reestruturação profunda” da empresa e das políticas habitacionais do país.

De acordo com a ministra, os responsáveis hoje empossados, quer da IFH, quer da ICV foram escolhidos pela sua “competência e capacidade Comprovadas”.

O acto de posse contou com a presença do secretário de Estado das Finanças, Gilberto Barros, e presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Herménio Fernandes.

LC/CP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos