Médicas portuguesas trazem em 2020 o projecto de saúde “Lisboa para Praia” para Cabo Verde

Cidade da Praia, 06 Ago (Inforpress) – Duas médicas portuguesas no intuito de contribuir para uma atitude mais preventiva a nível da saúde realizaram o projecto “Lisboa para Praia” a ser inaugurado na cidade da Praia, ilha de Santiago, em 2020.

O projecto de voluntariado, a decorrer sobre o lema “Por um maior acesso à saúde em Cabo Verde”, visa, segundo as promotoras, Mariana Pereira e Marta Duarte Silva, promover a saúde nos vários Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), sendo o arquipélago cabo-verdiano o primeiro país dos PALOP a receber esta iniciativa.

“O foco é responder às necessidades reais das comunidades da ilha de Santiago. Na impossibilidade de percorrer todas as comunidades, optámos por focar-nos nas mais próximas da cidade da Praia. O projecto consta em desenvolver diversas actividades que realizar-se-ão na colaboração com os Centros de Saúde locais”, referem as promotoras num comunicado de imprensa.

Assim, durante o trabalho a ser promovido na Praia, as médicas pretendem realizar um exame objectivo completo individual, fazendo um ‘check up’ gratuito em espaços específicos da comunidade, com orientação clínica e encaminhamento para os Centro de Saúde locais.

É também intenção do projecto, realça o documento a que a Infropress teve acesso, fazer rastreios de Diabetes Mellitus e Hipertensão, isso tendo em conta o risco cardiovascular que tem estas doenças, através de um trabalho de prevenção e identificação dos portadores da enfermidade para um acompanhamento regular.

Consta ainda do programa do projecto, alertar e realçar a importância do cumprimento do Plano Nacional de Vacinação visando informar as comunidades sobre a importância da vacina por ser esta uma das formas mais eficazes e menos dispendiosas para a prevenção de doenças infecciosas.

Ainda, de acordo com as promotoras do projecto “Lisboa para Praia” do programa de acção consta a distribuição de cartazes informativos e palestras sobre as doenças sexualmente transmissíveis, o alcoolismo, o tabagismo, gravidez na adolescência e hábitos nutricionais.

Isso porque, explicam, a educação é sinónimo de liberdade e é a “arma mais poderosa para mudar o mundo”, atendendo ao provérbio de que uma população mais informada é uma população mais saudável.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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