Maio: Restauro da Igreja Matriz vai permitir melhorar a oferta turística religiosa na ilha – cardeal Dom Arlindo Furtado

Porto Inglês, 16 Set (Inforpress) – O cardeal Don Arlindo Furtado congratulou-se com a consignação da obra de restauro da Igreja Matriz do Maio, considerando que a intervenção  vai possibilitar a  melhoria  na oferta turística religiosa nd ilha, mas mostrou-se “reticente” quanto ao prazo.

Segundo o prelado, a Igreja de Nossa Senhora Da Luz já estava a merecer “desde há muito tempo” alguma intervenção, visto que por ocasião das chuvas tem havido entrada de “alguma humidade”, o que estava a causar “incómodo” aos fiéis, que também vinham reclamando do problema da funcionalidade da referida infra-estrutura.

Dom Arlindo considerou ainda que foi um trabalho conjunto, partilhado entre o Instituto do Património Cultural (IPC) a paróquia e a diocese, com um “intenso diálogo, muito debate e discussão” até se chegar a uma conclusão, pelo que disse estar “satisfeito” com o desfecho.

Salientou que  agora que agora espera que a empresa realize os trabalhos “da melhor forma” e não se restrinja “a fazer somente por fazer”, mas sim que “cumpra com as exigências técnicas que a obra requer”.

O cardeal afiançou ainda estar convicto de que a referida intervenção vai trazer “mais visibilidade” à referida infra-estrutura, servindo cada vez mais como um ponto de atracção turística.

Para tal, admitiu que após a conclusão dos trabalhos serão elaboradas brochuras informativas para serem distribuídas  aos turistas que visitam aquele monumento, como forma de lhes informar sobre a história daquela igreja centenária, considerada cartão postal da ilha.

“O próprio Ministério da Cultura também estará interessado nisso, porque a brochura vai explicar tanto a história da igreja, assim como as características arquitectónicas, pintura, escultura, bem como as molduras, visto que isto é prato comum de um turismo organizado e de nível”, enfatizou.

Neste sentido, exortou a empresa que vai executar as obras para que tenha atenção ao problema da humidade, que surge do contraste da temperatura entre os momentos de “grande temperatura, de calor” e nos “momentos mais frescos”, o que na sua opinião tem sido um dos “pontos fracos nas construções” em Cabo Verde.

Por esta razão defendeu que é preciso levar em conta tanto o tipo de material que vai ser utilizado e a sua capacidade de resistência ao clima do país, o que na sua opinião exige “uma expertize”, porque a contracção/dilatação causa a humidade.

Dom Arlindo Furtado mostrou-se, por outro lado, “reticente” quanto ao prazo de 04 meses apresentado pela empresa construtora para a conclusão da referida obra, notando que é preferível, num dialogo entre as instituições, alongar o prazo necessário para um trabalho “de qualidade e consistente”, do que “fazer rápido cumprindo o prazo”, e daqui a “um ano e meio ou dois” começarem a surgir problemas.

Considerou ainda que a abertura das paredes laterais internas vai também permitir a entrada da maior amplitude da luz e do ar, assim como dar “mais comodidade” aos fiéis durante a missa, já que o espaço tem-se mostrado insuficiente, principalmente aos fins-de-semana,  para receber os fiéis.

WN/AA

Inforpress/Fim

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