Maio: Mulheres da Cooperativa de Sal recebem formação em processamento deste produto para o mercado

Porto Inglês, 05 Abr (Inforpress) – As mulheres da Cooperativa de Sal da Ilha do Maio estão a participar de uma acção de formação em processamento de sal durante três dias, a partir desta sexta-feira, por forma a puderem melhorar e diversificar os seus produtos no mercado.

Em declarações à Inforpress, a formadora Cândida Cardoso avançou que esta formação que está quadrada no projecto “turismo solidário e comunitário”, visa proporcionar às referidas que trabalham naquela cooperativa, mais conhecimento no processamento de sal aromatizado, tempero em pasta já pronto para ser utilizado na cozinha e durante a qual vão também aprender a fazer trabalho de artesanato com o sal e extracção de flor de sal

Segundo Cândida Cardoso, na ilha do Maio existe muito potencial, no que tange a produção de flor de sal e pedras de sal, mas na sua opinião não está sendo bem explorado.

“Toda a gente que vem das outras ilhas, quer entrar na salina e levar uma pedra de sal, mas é uma oportunidade de negócio que também se perde, porque no exterior encontramos isso tudo bem embalado” enfatizou.

Entretanto, explicou que o sal da ilha do Maio precisa de ser mais valorizado, porque é um sal integral, que possui os oitenta minerais importantes para a saúde humana, salientou informando que a vantagem é que “este sal também não passa por muito processamento de máquinas, porque é extraído e colocado aos montes, depois é trazido para a cooperativa e colocado na máquina para ser triturado e depois adiciona-se o iodo”.

Esta especialista advogou ainda que é preciso trabalhar a questão do marketing mais forte sobre o sal da ilha do Maio, de modo a ter mais divulgação e com isso contribuir para que a ilha tenha um produto de referência a nível nacional e não só, o que na sua opinião vai trazer também mais benefício para as mulheres que trabalham naquela cooperativa.

Cândida Cardoso avançou ainda que, nos dias de hoje, utiliza-se muito os sais de banho, sais aromatizados e calda-pés acompanhado com ervas aromatizantes, pelo que durante esta acção de formação, as mulheres da cooperativa de sal vão também aprender a produzir estes produtos para puderem abastecer o mercado nacional.

Mas fez questão de voltar a lembrar que é preciso uma aposta forte na questão de divulgação, porque existe muita procura no país por estes produtos.

“Esta vai ser uma das recomendações que vamos deixar aos responsáveis do projecto no nosso relatório final, mas também vamos estar disponíveis em apoiar no que for possível”, salientou enfatizando que a ilha do Maio tem uma sal de alta qualidade, pelo que é preciso trabalhar na sua valorização e divulgação, com produtos diferenciados.

WN/FP

Inforpress/Fim

 

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