Fundação Maio Biodiversidade defende um modelo de turismo sustentável para a ilha

Porto Inglês, 12 Nov (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade defende um modelo de turismo sustentável para a ilha, com enfoque no ecoturismo, razão pela qual vem apoiando na criação de projectos destinados a grupos sociais, garantiu hoje à Inforpress a técnica Janete Agues.

Em conversa com a Inforpress, Janete Agues começou por justificar a finalidade da FMB, uma ONG ambientalista, que defende um tipo de turismo sustentável e inclusive, que gera rendimento para as pessoas das comunidades locais e contribui para o empoderamento das mulheres e dos jovens locais.

Neste sentido, aquela técnica avançou que a Fundação, no quadro do programa de protecção das tartarugas marinhas, tem vindo a beneficiar 20 famílias locais, que recebem em suas casas, os líderes das equipas de patrulha, assim como os voluntários nacionais e internacionais que vem participando nos trabalhos de campo.

Conforme explicou Janete Agues, os voluntários, que ficam alojados nas casas das referidas famílias em praticamente todas as localidades, têm a possibilidade de usufruir de uma experiência que considera “única” e até “inédita”.

“Os voluntários vão poder visitar a biodiversidade que fica à volta das localidades, visto que as mesmas situam perto das áreas protegidas, e ainda terão a oportunidade de conhecer melhor a cultura, o costume e a tradição local”, salientou.

Janete Agues considerou que este projecto já está a contribuir para melhorar o rendimento destas famílias e, a título de exemplo, informou que, somente no período entre Outubro de 2018 a Outubro deste ano, foram gerados cerca de 2.168.000 escudos, montante que, segundo ele, foi distribuído a estas famílias.

Ainda no quadro do programa “homestay”, em que as famílias passam a receber turistas em suas casas, a FMB contemplou quatro famílias com a remodelação e melhoria dos quartos, pelo que já estão a receber os voluntários internacionais nas suas casas, realçando que estas mulheres donas de casa passaram por varias formações, tanto em línguas, culinária, como em gestão dos pequenos negócios e primeiros socorros.

O engajamento da comunidade é defendido pela FMB, como sendo essencial. Neste sentido, Janete Agues disse que algumas acções já estão a ser levadas a cabo, pelo que exorta a população a mostrar aos visitantes aquela forma de ser e de receber as pessoas consideradas únicas do maiense.

Para dinamizar o ecoturismo e turismo sustentável, a técnica da Fundação avançou ainda que no ano passado, a instituição apoiou na criação de uma pequena empresa denominada “Eco guide”, composta por seis jovens maienses que prestam serviço de guia ecológico aos turistas.

Sublinhou ainda, que a mesma começou a funcionar no ano passado com “turttle whatching” e que neste momento disponibliiza mais três ofertas turísticas, desde áreas protegidas e a cultura, rota do sal, assim como sabores do campo.

“Neste projecto temos vários parceiros, desde condutores, mulheres produtoras de queijo, proprietárias das casas rurais do projecto “homestay”, associação dos artesãos e também outras mulheres que confeccionam almoço para os turistas, por isso o objectivo passa tanto pela protecção da natureza como pela criação de rendimento para as famílias”, sintetizou.

Estes projectos têm sido desenvolvidos em parceria com a Câmara Municipal do Maio e Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente do Maio.

WN/CP

Inforpress/Fim

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