Maio: FMB implementa nova tecnologia que auxilia no estudo e protecção das espécies marinhas

Porto Inglês, 27 Out (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade (FMB) está a implementar, juntamente com a universidade de Oxford, um aplicativo tecnológico, que auxilia no estudo de protecção e conservação das espécies marinhas.

Em declarações à Inforpress, o coordenador científico da FMB, Juan Patino, assegurou que nos últimos anos a aposta tem sido no desenvolvimento de dispositivos tecnológicos que auxiliam na conservação das tartarugas marinhas.

Este ano, FMB tevea possibilidade de experimentar o aplicativo, que está sendo desenvolvido em parceria com a universidades de Oxford e Real Iniciative de Londres, na monitorização das tartarugas.

Segundo adiantou Juan Patino, o dispositivo em causa é de baixo custo e de acesso aberto, o que vai permitir que outras organizações que trabalham na conservação de espécies marinhas como baleias, tartarugas e manta raia conseguem também utilizá-la com facilidade e fiabilidade.

Justificou exemplificando a experiência realizada com as tartarugas que vieram desovar nas praias da ilha durante a temporada deste ano, sublinhando que já estão a receber as primeiras informações sobre o percurso das mesmas.

“Já tivemos os primeiros resultados da zona de interacção das tartarugas e dos pescadores de embarcações artesanais da ilha”, informou.

Nos próximos tempos, pretendem um novo modelo que lhes permitem conhecer o risco real de morte que as tartarugas correm, devido a colocação das luzes nos habitats no mar e também com apanha com redes de pesca pelas embarcações semi-industriais”, informou.

Enfatizou por outro lado, que o fim último da FMB é criar equipamentos que sirvam para conservação das tartarugas, bem como animais marinhos, desde baleias, golfinhos, tubarões e raias, de modo a poderem entender aonde estão emigrando e o que estão a fazer.

Além disso, com estes dispositivos, as ONG que trabalham neste ramo poderão saber quais os riscos que estão enfrentando com interacção com os barcos de pesca, as contaminações que estão sujeitas e o risco relacionado com consumo de plástico, com redes fantasmas e entre outros.

Defendeu que este estudo, que vem sendo desenvolvido com a universidade de Oxford e Real Iniciative conta com o financiamento de PEW Marine Fellows.

O que de acordo com Juan Patino, tem possibilitado vinda à ilha de estudantes daquela instituição de ensino no ramo da informática de programação, bem como no desenvolvimento de tecnologia software e hardware, realçando que isso poderá vir ajudar na definição de uma nova política de conservação.

Informou que todas as informações de como se deve construir os dispositivos e aplicativos vão estar disponíveis gratuitamente na Internet, uma vez que as empresas do ramo cobram muita dinheiro por estes tipos de equipamentos.

“Também estamos a trabalhar com estudantes de Portugal e Reino Unido e estudantes nacionais em que estão a realizar estudos sobre a temperatura das areias nas diversas praias, de modo a se prever o que vai acontecer com as tartarugas nos próximos 25 ou até 100 anos.

Juan Patino frisou que, a incorporação de equipamentos de vídeo juntamente com GPS, lhes possibilitou ver toda actividade das tartarugas e a sua interacção com outras espécies.

No entanto, ressalvou que ainda não conseguiram observar a interacção com embarcações industriais e, para melhorar todo este processo, fez saber aquele coordenador que no próximo ano vão instalar um receptor em cima do monte penoso.

O referido equipamento, por sua vez, vai captar todas as informações vindas das tartarugas e transmiti-las via satélite à base de dados da FMB.

WN/CP

Inforpress/Fim

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