Literatura: Domingos Mendes Júnior lança livro “Partes da minha vida vivida, Tributos dum Txadense”

Cidade da Praia, 20 Jun (Inforpress) – O sociólogo Domingos Mendes Júnior lança hoje, na Cidade da Praia, o livro “Partes da minha vida vivida, Tributos dum Txadense”, que será apresentado por Alcídio Tavares e Yara dos Santos.

Devido à escassez de documentos que falam sobre a localidade de Achada Santo António (ASA), Domingos Mendes Júnior disse à Inforpress, que impôs a si mesmo registar as histórias desta comunidade com o propósito de evitar equívocos e as narrativas sobre ASA.

Nas primeiras partes do livro, o autor fala da sua vida desde criança até a idade adulta, contando histórias do seu envolvimento como filho de “Tchada” na luta pela independência de Cabo Verde.

“No meu livro falo de algumas partes da minha acção política no liceu, no serviço militar, e em ASA minha zona de residência onde constitui grupos para mobilização e consciencialização na luta clandestina em 1970/71”, disse, ajuntado que ele, juntamente com Pedro Martins, Manuel de Jesus Dias Monteiro, Manuel Barros, Fernando Jorge Andrade foram os primeiros a constituir um núcleo, na Praia, para lutar no seio do Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)  pela independência.

Domingos Mendes Júnior revelou que foi ele, enquanto director do Grafidito, que subtraiu do Arquivo de identificação Civil o bilhete de identificação caducado de Amílcar Cabral e entregou em 1980 ao Presidente da República de Cabo Verde Aristides Pereira.

Ainda, informou, foi o portador do requerimento de Carlos Veiga quando este queria ser militante no seio do PAIGC depois da independência e entregou a José Luís Fernandes e Teles Centeio.

Na última parte do livro “Sobre na Achada Santo António”, Domingos fala de homens e mulheres que marcaram de forma profunda e benignamente de ASA, fala das primeiras sete pessoas que tiveram o desafio de concluir a 4ª classe em 1930 e depois motivaram mais pessoas a fazer o ensino, da essência da tabanca e os ganhos conseguidos com esta manifestação cultural, dos pescadores, das ruas, entre outros.

Esta parte do livro, disse, tem o propósito de mudar as narrativas que são feitas sobre esta comunidade de forma “injusta, inadequada e inapropriada” e troná-la uma narrativa com mais justeza.

Domingos Júnior espera que outros jovens continuem este trabalho de investigação sobre a história desta comunidade.

AM/CP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos