Lígia Fonseca defende maior aproximação e mais amor para os idosos

Cidade da Praia, 01 Out (Inforpress) –  A Primeira-dama, Lígia Fonseca, defendeu hoje a necessidade de uma maior aproximação e mais amor para os idosos, mostrando o valor que têm, principalmente neste período pandêmico.

Lígia Fonseca, que falava à imprensa à margem das actividades promovidas por si para assinalar o Dia Internacional dos Idosos, no Palácio Presidencial, explicou que a pandemia alertou para essa necessidade de maior aproximação e amor para com os idosos, e que eles não estão sozinhos e não são descartáveis.

“Nesses tempos de pandemia, os mais idosos ficaram sem ter acesso aos netos, aos carinhos que estavam habituados e isto causa prejuízos muito grandes no bem-estar das pessoas”, disse.

Segundo frisou, a população cabo-verdiana está a tornar-se cada vez mais idosa devido à melhoria nos cuidados de saúde, por um lado, que prolonga o tempo de vida, e por outro lado, porque o País tem registado uma baixa na taxa de natalidade.

Advogou que é preciso que haja cuidados de saúde melhores e se possa ter mais tempo de vida, mas sobretudo na qualidade, essencialmente na saúde e no amor.

A Primeira-dama lembrou que há programas de voluntariado que podem servir para levar os jovens para junto dos idosos, de forma a ajudar no seu dia-a-dia, mas também ter essa parte sensível de conversar e ouvir histórias.

“Toda a gente está ciente do que é que temos que fazer para que haja dignidade para todas as pessoas mais idosas”.

Assinalou ainda que existe obrigatoriedade legal de prestar atenção e alimentos aos pais, no entanto, considerou que o “mais importante” é que todos sejam educados para que seja uma obrigação de amor.

O Dia Internacional do Idoso é comemorado a 01 de Outubro com o objectivo de homenagear as pessoas de mais idade e incentivar a conscientização da sociedade sobre as necessidades das pessoas idosas.

Para isso, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os cidadãos e os governantes devem estar cientes dos papéis sociais que devem desempenhar, desde o respeito e auxílio aos indivíduos idosos, até políticas e estratégias, nos variados sectores que garantam que as pessoas tenham um envelhecimento com qualidade de vida e dignidade.

Esta data foi criada por iniciativa da ONU, em 1991, visando tratar dos direitos dos idosos e criando espaços de debate sobre a importância de preservar o respeito e a dignidade dessas pessoas.

HR/ZS

Inforpress/Fim

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