Júlio Ascenção Silva sugere que 1º de Maio seja também dia de reflexão e luta 

Cidade da Praia, 01 Mai (Inforpress) – O antigo secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), Júlio Ascenção Silva, considerou hoje que o 1º de Maio não seja apenas um dia de festa, mas também de reflexão e luta.

“Hoje, 01 de Maio, é o Dia Internacional do Trabalhador. Em Cabo Verde, o dia amanheceu sob o signo do aumento dos preços dos combustíveis. Mais um, entre vários outros que têm ocorrido”, começou por escrever aquele sindicalista, numa publicação na rede social Facebook, completando que o “Governo diz que não é ele, mas sim a Agência Reguladora, quem decide sobre os aumentos” e que esta, por sua vez, “lava as suas mãos e transfere a responsabilidade para a oscilação do preço do petróleo no mercado internacional”.

“É sempre assim”, frisou a mesma fonte, acrescentando que “quem, infelizmente, não sobe, nem em função da oscilação dos preços no mercado internacional, nem como consequência do aumento dos preços no mercado interno, é o salário dos trabalhadores”.

Conforme ressaltou Júlio Ascensão Silva, em matéria de aumento salarial, “o mercado deixa de existir”.

Entretanto, ajuntou, “desde 2011, por via administrativa, os sucessivos Governos, mantêm congelados os salários na administração pública”.

Mais adiante, enfatizou que o aumento concedido este ano, de 2,2%, para “um número reduzidíssimo” de funcionários públicos do Quadro Comum, ficou muito “aquém das expectativas e não repôs, minimamente sequer, o poder de compra perdido pelos trabalhadores cabo-verdianos, que é de cerca de 10%, de 2011 a esta parte”.

Em pior situação, referiu, ficaram ainda os pensionistas e reformados, que foram “completamente discriminados”, para além de haver ainda, precisou, o “grave problema” do desemprego e a “precariedade laboral”.

“Razões mais do que suficientes”, segundo Júlio Ascensão Silva, para que se faça do 1º de Maio “não apenas um dia de festa, mas também de reflexão e luta”.

“É que nada cai do céu. Há que lutar sempre”, finalizou.

GSF/AA

Inforpress/Fim

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