Jorge Carlos Fonseca diz que estimula as “coisas boas” do Governo e propõe alterações lá onde se mostrar necessário

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) –  O Presidente da República, à luz da Constituição, não governa, mas Jorge Carlos Fonseca diz que vem fazendo um “acompanhamento crítico” da actuação do executivo, estimulando as “coisas boas” e propor alterações lá onde se mostrar necessário.

“A avaliação pode ser feita do exterior, por exemplo, através dos meus vetos, devolução de diplomas e daquilo vou dizendo sobre a necessidade de crescimento económico mais robusto”, indicou Jorge Carlos Fonseca, adicionando ainda a questão de políticas “mais direccionadas para o emprego jovem e medidas que reduzam os níveis de insegurança”.

O Chefe de Estado fez essas considerações ao ser instado pela Inforpress a pronunciar-se sobre os três anos de governação de Ulisses Correia e Silva.

Jorge Carlos Fonseca evita, contudo, classificar o Governo, como diz, neste meio percurso, mas deixa entender que acompanha e aplaude “as medidas construtivas” e vai sugerindo e criticando aquilo que acha de “menos positivo”.

“Neste momento, entendo que deve haver um esforço acrescido por parte do Governo em certos domínios, nomeadamente acelerar o crescimento económico, mas sobretudo um crescimento que gere mais emprego jovem”, precisou o mais alto magistrado da nação, para quem o executivo tem que fazer um “esforço acrescido de mais qualificação do sistema da educação e da justiça”.

Em relação ao sector judicial, prossegue, é preciso que se encontrem mecanismos, se possível por consenso, que levem a uma “responsabilização do sistema da justiça”.

“O principal problema da justiça é a responsabilização global do sistema”, ressaltou Jorge Carlos Fonseca.

Na sua perspectiva, é preciso também “reduzir as assimetrias regionais e as desigualdades sociais”.

Para ele, o que o país já ganhou nesses 44 anos de independência tem que chegar também a ilhas como a Brava, S. Nicolau e a municípios como São Lourenço dos Órgãos, São Salvador do Mundo e Mosteiros para que se tenha um “país mais igual e mais justo”.

LC/FP

Inforpress/Fim

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