Joaquina Almeida diz que Governo não está a cumprir com promessas eleitorais em matéria de redução do desemprego jovem

Cidade da Praia, 30 Abr (Inforpress) – A secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) disse hoje que o Governo não está a cumprir com o dito na campanha eleitoral no que diz respeito à redução de jovens desempregados.

Joaquina Almeida, que falava em conferência de imprensa na Cidade da Praia por ocasião do dia 1 de Maio, Dia dos Trabalhadores, exigiu ainda do Governo o cumprimento do Acordo de Concertação Estratégica (ACE), rubricado em Junho de 2017, em nome do respeito e confiança que deve existir entre os parceiros. Cumprimento esse que passa “forçosamente” pela reposição salarial.

“Preocupa-nos a diminuição da população empregada, em 8.775 pessoas, segundo o INE, face ao ano de 2017, diminuindo assim a taxa de emprego em 3,1%”, afirmou a sindicalista, completando que para a UNTC-CS o emprego para os jovens é “fundamental” e constitui “uma grande preocupação”, tendo em conta que a taxa do desemprego nessa camada “continua elevada”.

Aliás, sublinhou Joaquina Almeida que entre os 15 e os 34 anos, a taxa de desemprego ultrapassa os 42%. Facto que, disse, leva aquela central sindical a concluir que “não se está a cumprir com o que foi dito na campanha eleitoral, reconfirmado no ACE, sequer no que diz respeito ao compromisso internacional de reduzir substancialmente a proporção de jovens sem emprego como uma das metas dos ODS”.

Por outro lado, disse a mesma fonte, que se tem verificado um crescimento económico progressivo em Cabo Verde desde 2010, tendo o PIB atingido em 2016 os 4,7%. “É claro que tudo isso deveria também reflectir em melhoria de condições de vida das pessoas”, completou Joaquina Almeida para quem “ao invés disso depara-se com o aumento da desigualdade social, precariedade laboral, violação sistemática de direitos trabalhistas”, dentre outros.

O Dia dos Trabalhadores, 1º de Maio, é, conforme Joaquina Almeida, para a UNTC-CS, um “dia carregado de simbolismo” e de “valores cívicos” e sociais, simbolizando luto e luta.

“Luto, em homenagem aos que perderam a vida, reivindicando melhores condições de trabalho, redução das jornadas de trabalho de 13 para 8 horas diárias de trabalho. Reflexão e Luta pelos ganhos conseguidos, (aumento do salário mínimo nacional, subsídio de desemprego), e pelos desafios futuros, reposição do poder de compra, actualização SOAT datado de 1978, negociação colectiva, resolução de pendentes da ADM pública…”, acrescentou.

Mais adiante, frisou aquela fonte que “a vida dos trabalhadores cabo-verdianos não tem sido fácil” e que “a precariedade, incerteza e instabilidade laborais são constantes e os trabalhadores reclamam por melhores condições de vida”.

Finalizando, enfatizou Joaquina Almeida que a reposição do poder de compra é uma das principais reivindicações dos trabalhadores, “que desde 2011 vem diminuindo com o aumento de bens de consumo”.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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