Joaquina Almeida apela à união na luta contra as adversidades do quotidiano laboral em Cabo Verde

Cidade da Praia, 26 Set (Inforpress) – A secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) apelou hoje a “mais união” na luta contra as adversidades laborais existentes em Cabo Verde, reforçando que não é com “desavenças internas” que se resolve os problemas.

Joaquina Almeida fez esta invocação no encerramento do Seminário Formativo sobre as Normas Internacionais do Trabalho, que decorreu nos dias 25 e 26, promovido pela UNTC-CS e dirigido aos seus associados.

“Aproveitamos o fórum, com a presença de todos, para apelar àqueles que têm responsabilidades a nível da direcção dos seus sindicatos, a respeitarem, escrupulosamente, os estatutos da UNTC-CS, bem como os seus, sobretudo, no que tange às suas obrigações e deveres”, exortou.

O ambiente na Central Sindical, avançou, está normal, mas com as suas dificuldades e divergências que, segundo ela, “existem em qualquer casa”.

“Há vozes da oposição que dizem ser democratas, mas não são porque se você é democrata você tem que aceitar os resultados das eleições”, mencionou, realçando que se deve aceitar as decisões do Tribunal.

Enfatizou, por outro lado, que há sindicatos que foram suspensos até à sua regularização, nomeadamente, SICOTOUR, SISCAP, STAPS e STIF, por não pagarem quotas, uma vez que, segundo ela, a UNTC-CS vive “exclusivamente” disso.

No mês de Agosto, o Sindicato da Indústria, Silvicultura, Agricultura e Pescas (SISCAP) e o Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras foram suspensos da UNTC-CS, por falta de pagamento de quotas.

Uma decisão que, em jeito de reacção, o presidente do STIF, Aníbal Borges, diz ser “ilegal e arbitrária”, o que, conforme ele, mostra “as irregularidades em que navega” a secretária-geral, Joaquina Almeida.

No que se refere às Normas Internacionais do Trabalho, a líder da maior central sindical explicou que, apesar das linhas tripartidas entre o Governo, os empregadores e sindicatos, vários relatórios e recomendações já foram elaborados para serem entregues na Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas segundo ela, é o dever do executivo entregá-los.

“Infelizmente, há que mudar esse défice. Temos que chamar a atenção do Governo para sabermos o que que se passa”, admitiu.

É neste sentido que Joaquina Almeida certificou ser de “imperiosa importância” que os dirigentes sindicais tenham o conhecimento das convenções ratificadas por Cabo Verde, para intervirem em órgãos próprios e não só, com competências e uma “representação digna” dos trabalhadores.

Mencionou, também, que o evento serviu para a socialização da “mais recente” convenção sobre o trabalho, adoptada na 108ª conferência da OIT, que refere sobre os abusos, as violações e assédios nos espaços laborais.

“É muito importante esta convenção e há necessidade de fazer uma sensibilização com todos, de modo que o Governo de Cabo Verde possa ratificar esta convenção”, manifestou.

WM/LC/JMV

Inforpress/Fim

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