Integração de vectores energéticos requer investimentos e infraestruturas adequadas – ARME

Espargos, 09 Nov (Inforpress) – A presidente da Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME) asseverou hoje, no Sal, que a integração de vectores energéticos requer investimentos e infraestruturas adequadas como redistribuição e armazenamento de energia, além de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias avançadas.

Leonilde Santos fez essas considerações na abertura da XIV Conferência Anual da Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa, dedicada à “Integração de vectores energéticos”, que decorre durante o dia de hoje, num dos hotéis da cidade turística de Santa Maria.

“Outrossim, é crucial promover políticas públicas, actualizar e/ou criar marcos regulatórios que estimulem o uso de energias renováveis, a integração de vectores energéticos, a eficiência e, principalmente, a consciencialização da população para a importância destas medidas de extrema importância”, enfatizou.

Segundo a mesma fonte, a transição energética global tem como objectivo principal reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e acelerar a adopção de fontes de energia renovável visando mitigar as mudanças climáticas e promover a sustentabilidade ambiental.

Nesta medida, Leonilde Santos defendeu que as novas tecnologias e vectores energéticos são “fundamentais” para alcançar a ambição climática e a neutralidade líquida em gases de efeito estufa até 2050.

Explicou que a integração de vectores energéticos, o mote desta conferência, consiste na combinação de diferentes fontes de energia, como solar, eólica, hídrica, biomassa, a nuclear e outras para suprir as necessidades energéticas de forma mais equilibrada e desertificada.

“Esta abordagem nos permite explorar as vantagens de cada fonte enquanto compensamos as desvantagens e limitações de cada uma. Além de benefícios económicos e financeiros, a integração de vectores energéticos contribui, igualmente, para a segurança energética”, sublinhou.

“Pois ao diversificarmos as fontes de energia estamos a evitar a dependência excessiva de uma única fonte, como o petróleo que pode trazer instabilidade para a economia e gerar crises energéticas como já testemunhamos no passado”, completou.

Leonilde Santos segundo a qual Cabo Verde, actualmente, com uma matriz energética “fortemente” caracterizada pela dependência de energias fósseis e exógenas, tem ambição de atingir as metas de penetração de energia limpa de 30 por cento (%) até 2025, ultrapassar os 50% em 2030, e até 2040 atingir os 100%, através de uma “grande aposta” em energia renovável e endógena, como é o solar e o eólico também.

Referiu que a escolha do Sal para a realização deste evento não se esbarra somente na necessidade de descentralização das actividades da ARME enquanto entidade reguladora multissectorial, mas também pela características e desafios que a própria ilha tem, já que a ilha mais turística do País, tendo segundo os dados oficiais, entrado em Cabo Verde, só em 2022, mais de 830 mil turistas, sendo que 61% dessa procura turística visitou a ilha do Sal.

O programa da conferência começou com o tema “Avaliação económica da transição energética”, seguindo-se depois outros painéis, nomeadamente “Segurança do abastecimento no contexto da integração de vectores energéticos”, e “Flexibilidade, armazenagem e participação da procura”.

Reserva-se o período da tarde, para uma mesa redonda sobre os “Desafios regulatórios à integração de novos vectores energéticos”.

SC/CP

Inforpress/Fim

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