INSP promove debate sobre resistência antimicrobiana numa abordagem “Uma Só Saúde”

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) – O Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP), em parceria com a OMS em Cabo Verde, promove sexta-feira, na Praia, um debate sobre a resistência antimicrobiana (RAM), visando alertar sobre os perigos da resistência bacteriana.

O evento, que se realiza no âmbito da Semana Mundial de Conscientização sobre RAM e que acontece de 18 a 24 de Novembro, tem ainda como objectivo encorajar as pessoas quanto às melhores práticas para retardar o desenvolvimento e a propagação de infecções resistentes aos medicamentos.

A RAM, segundo explica o INSP, ocorre quando microrganismos, que podem ser bactérias ou fungos, se adaptam e tornam-se resistentes aos medicamentos que agiriam em seu combate, em geral os antibióticos.

A resistência antimicrobiana, ou seja, a capacidade que os microrganismos desenvolvem para resistir a medicamentos que anteriormente eram capazes de os combater, emergiu, segundo a mesma fonte, como uma das principais ameaças à saúde pública do século XXI, cujo uso inadequado de antimicrobianos é o principal responsável pelo seu desenvolvimento.

A RAM, refere ainda o INSP, põe em causa o sucesso da medicina, nomeadamente a prevenção e o tratamento de doenças infecciosas e põe em risco a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares e com ela, a segurança alimentar.

De acordo com o mais recente relatório da OMS, “Incentivando o Desenvolvimento de Novos Tratamentos Antibacterianos 2023”, o número de óbitos em decorrência de bactérias resistentes aos medicamentos convencionais aumentou de 700 mil para 1,2 milhão.

O documento também menciona uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet”, de 2022, sobre o aumento de mortes atribuídas a bactérias resistentes.

Considerando dados de 204 países, o estudo revelou que cerca de 1.27 milhão de óbitos ocorreram de forma diretamente ligada às superbactérias no ano de 2019.

Segundo a OMS, previsão até 2050 indica que o número de óbitos relacionados à RAM ultrapasse os causados pelo câncer, tornando o problema a principal causa de morte no mundo.

PC/JMV
Inforpress/Fim

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