Ilha do Sal: PAICV local manifesta-se “extremamente” preocupado com situação de venda ambulante de alimentos na ilha

Espargos, 22 Mar (Inforpress) – A bancada do PAICV (oposição), na ilha do Sal, manifesta-se “extremamente” preocupada com a situação de venda ambulante de alimentos, carnes e peixes, nas ruas da cidade, devido ao “perigo que representa” para a saúde pública e saneamento.

Kátia Carvalho, líder da bancada do PAICV fez essa denúncia, hoje, durante uma conferência de imprensa, conforme disse, porque “não se vislumbra” qualquer acção da edilidade, nem das demais instituições responsáveis no sentido de ultrapassar este problema.

“A situação de venda ambulante de alimentos, nomeadamente verduras, carnes e peixes na via pública tem sido recorrentemente colocada pela Bancada do PAICV, tendo em conta o impacto na saúde das pessoas, na organização das actividades económicas e do saneamento”, referiu.

Mas também, acrescentou, devido à dignidade das pessoas que se dedicam a esta actividade como meio de subsistência, essencialmente mulheres, que “sustentam e educam” os filhos com este modo de vida.

A eleita municipal acusa a câmara de “ignorar” o código de posturas municipal por “não tomar as medidas adequadas” e previstas na referida norma, conforme acentua, que regula e prevê uma série de condições para a realização destas actividades.

“Traduzindo-se numa falta de autoridade que se manifesta na proliferação de venda de peixe em carrinhos de mão, em pontos centrais da ilha, representando perigos para a saúde pública”, reiterou.

Lamenta, por outro lado, a situação de mulheres que “lutam” para ganhar o sustento da família, colocadas pela câmara em espaços “sem as mínimas condições” de higiene e dignidade.

“Colocam os produtos em alguidares no chão, sem uma sombra que as possa proteger a si e aos produtos e sem uma casa de banho, fazendo o que tiverem que fazer, onde der. Isso é inadmissível! Perguntamos, como é possível exigir a aplicação do código de posturas municipal se a própria câmara incumpre? Como?”, questionou.

Segundo Kátia Catvalho, as condições em que o abate dos animais é feito – não obstante a reabilitação do Matadouro -, a situação de intoxicações alimentares várias … “nem isso estimula” a equipa camarária a assumir as suas responsabilidades na matéria.

“Esta é uma denúncia da bancada do PAICV que está extremamente preocupada com a situação, com os impactos na saúde dos salenses e com a ordem”, disse.

Mas, trata-se, também, ajuntou, de um apelo a todas as autoridades com responsabilidade na matéria, para que “cumpram as suas funções não permitindo que esta situação permaneça, encarando-a como normal”.

Kátia Carvalho conclui, desafiando a população e a comunicação social a confirmarem o que está a denunciar.

“E que desmintam se for o caso. Apelamos que sejamos todos bons cidadãos, estejamos atentos, prestando atenção aos problemas da nossa ilha, em vez de se contentar com a propaganda e o marketing do facebok. Pois, o que está mal, não é mostrado, apenas mostram o que convém”, finalizou.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

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