Ilha do Sal: PAICV exige fiscalização e cumprimento do Código de Postura Municipal e critica “propaganda e marketing” no Facebook (c/áudio)

Espargos, 22 Mar (Inforpress) – Os eleitos municipais da bancada do PAICV (oposição), na ilha do Sal, na voz de Kátia Carvalho, exigem da equipa camarária maior fiscalização e cumprimento do Código de Postura Municipal, criticando a “propaganda e o marketing” no Facebook.

“Apelamos que sejamos todos bons cidadãos, que estejamos atentos, prestando atenção aos problemas da nossa ilha em vez de se contentar apenas com a propaganda e o marketing do Facebook pois, o que está mal, não é mostrado, apenas mostram o que convém”.

Kátia Carvalho, líder da bancada do PAICV, fez este apelo, hoje, durante conferência de imprensa convocada para denunciar a situação da venda ambulante de alimentos na via pública, já que, conforme assinalou, “não se vislumbra” qualquer acção da edilidade, nem das demais instituições responsáveis no sentido de ultrapassar este problema.

Segundo Kátia Carvalho, ao invés de se estar a publicitar “só o que convém no Facebook” a equipa camarária devia pensar em criar soluções, mercados, espaços de venda com condições de higiene, salubridade, com casas de banho e lavabos, possibilitando as pessoas a lavar as mãos, “pelo menos”, depois de fazer as suas necessidades fisiológicas.

Falando do mercado de peixe, a eleita municipal aponta que deveria cumprir as exigências do Código de Postura Municipal, por exemplo, superfícies laváveis, água corrente, material adequado, que não estivesse próximo a um contentor de lixo e perante presença de cães vadios no espaço.

Por outro lado, que também o mercado do Fundo de Alvarina, pudesse albergar todas as vendedeiras que estão na rua, já que a câmara tem um levantamento das mesmas que, conforme elucida, são em número superior a 270.

“Como é que oferecemos o mercado do Fundo de Alvarina como solução, se nem sequer alberga um décimo das vendedeiras. E mais, mesmo oferecendo esta solução vemos que há bancadas vagas, quando há vendedeiras em outros pontos da ilha…”, observou, defendendo a necessidade de se trabalhar para, “de facto”, alojá-las de “melhor forma”.

“É preciso criar condições. Porque é com as mesmas mãos sem lavar, depois de fazerem as suas necessidades que essas vendedeiras vêm nos vender frutas, legumes e outros alimentos. Portanto, isso é inadmissível”, censurou.

“Quando temos um Código de Postura Municipal com coimas para pessoas que defecam e urinam na via pública”, insistiu.

Entretanto, confrontada com a edificação do Mercado Municipal dos Espargos, já na fase de conclusão, Kátia Carvalho argumentou se não vai ficar na mesma situação que o matadouro, inaugurado desde Setembro do ano passado, continuando ainda fechado.

“Não vale a pena só ter o mercado construído. Tem de estar funcional. E outra questão tem a ver com a fiscalização. É criar condições físicas, mas também que a fiscalização funcione”, renovou, concluindo.

SC/CP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos