Ilha do Sal: Centros de Saúde de Espargos e Santa Maria ganham espaços específicos para atendimento a adolescentes

Espargos, 29 Set (Inforpress) – Os Centros de Saúde de Espargos e Santa Maria, no Sal, ganharam espaços específicos para atendimento a adolescentes, visando garantir o acesso a cuidados de saúde de qualidade, de acordo com as necessidades próprias desta faixa etária.

É a vez do Sal, depois da abertura, na semana passada, destes espaços em Santiago Norte, que estão sendo inaugurados sob o lema “Saúde mental e prevenção de violência”, enquadrado no âmbito do Setembro Amarelo, do Dia Mundial da Saúde Mental e do início do ano escolar.

Segundo uma nota enviada à Inforpress, o tema visa chamar a atenção para a saúde e o bem-estar psicológico dos adolescentes perante o contexto actual da pandemia já que estudos apontam que a pandemia veio provocar uma interrupção na vida de crianças e adolescentes, com as escolas fechadas, isolamento e separação de colegas e amigos.

Ao falar da importância da criação desses espaços, na ilha, destinados especificamente a cuidados de saúde desta faixa etária, o delegado de saúde, José Rui Moreira, disse em declarações à Inforpress que isso representa “um grande esforço” do Ministério da Saúde e parceiros, no sentido de permitir a essa faixa etária, dos 9 aos 19 anos, espaços específicos para melhores cuidados de prevenção da sua saúde.

“Os espaços estão devidamente apetrechados, caracterizados para atendimento dos adolescentes não só a nível de informação sobre a saúde sexual e reprodutiva, mas também outras necessidades, nomeadamente sobre violência sexual, violência no namoro, problemas de pele, problemas mentais, vários outros problemas que possam estar a afectá-los, incomodá-los, e que podem ser atendidos nestes centros por um profissional de saúde”, sublinhou o médico.

José Rui Moreira compreende que há muitas situações que fazem com que os jovens não visitem os serviços de saúde, e uma delas, conforme ilustrou, é terem de ficar expostos a olhares curiosos, quer de adultos ou idosos, que procuram saber o que foram lá fazer.

“Jovens consideram que as estruturas de saúde não são um espaço amigável para eles, por isso evitam de lá ir. Mas estes espaços agora criados, com acesso diferente, vão-lhes permitir privacidade, tranquilidade, e qualidade no atendimento e cuidados de saúde”, salientou.

“Vai-lhes ajudar na sua formação pessoal, ter um comportamento sensato, adequado, o que conduzirá a uma sociedade de adultos saudáveis, responsáveis e felizes”, conclui, advertindo, entretanto, que estes espaços não substituem o papel da família e da escola.

SC/CP

Inforpress/Fim

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