Ilha do Sal: Autarquia retoma processo de realojamento e vai comtemplar mais 125 famílias de Alto São João

Espargos, 24 Out (Inforpress) – A Câmara Municipal do Sal retomou hoje o processo de realojamento, devendo até Novembro realojar mais 125 famílias, do Alto São João, no âmbito do programa de erradicação das barracas e assentamentos informais na ilha.

As máquinas caterpilares começaram o processo de demolição das barracas logo de manhã, sendo que algumas famílias já tinham mudado no dia anterior para a nova casa, presenciando a demolição das suas “habitações” com lágrimas nos olhos, já que foi uma vida vivida em Alto São João.

Um misto de sentimento, conforme os beneficiários, cientes, porém, que a nova realidade vai-lhes permitir melhor condição de vida, porque agora gozam, por exemplo, de energia elétrica e dispõem de uma casa de banho, entre outros compartimentos.

O vereador da área social da Câmara Municipal do Sal, Jocelino Cardoso, para quem se pretende conferir toda a dignidade habitacional a essas famílias, o processo está a decorrer de forma normal, pacífica, com a colaboração dos moradores.

“É isso que a gente deseja, continuarmos nesta linha, para que possamos fechar este processo com sucesso, porque todos sairão a ganhar, ou seja, a ilha, as famílias (…)”, anelou.

Instado a pronunciar-se sobre quantas barracas faltam ainda demolir e famílias a realojar, o responsável camarário pela área social explicou que o processo é por fases, abrangendo também a zona de Alto de Santa Cruz.

Porém, neste momento o processo visa a demolição de 125 barracas e realojamento do mesmo número de famílias nas casas sociais, nos fogos construídos em Chã de Matias para o efeito.

“Há toda uma logística montada para ajudar as famílias a tirarem os seus pertences para a nova casa. O processo está bem alinhado. Vamos reforçar a fiscalização, e acreditamos que estará concluído até meados de Novembro”, prognosticou.

Marcelina Monteiro, Nela como é conhecida, é a primeira moradora que saiu de Alto São João, zona onde viveu durante dezassete anos.

Conta que assistiu à demolição da sua barraca entre lágrimas, porém satisfeita porque ia para uma nova casa que lhe confere mais dignidade habitacional para a família toda, composta pelo marido, mais duas filhas e uma neta.

“Fiquei triste, inicialmente. Chorei quando vi a minha barraca ser deitada abaixo, mas lembrei-me ao mesmo tempo que a minha condição de vida vai mudar porque é sair de barraca e ir para uma casa nova, feita de betão, com luz, água e casa de banho. Fica a saudade, mas estou feliz”, expressou em tom animado.

SC/JMV
Inforpress/Fim

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