ICIEG quer que a nova geração tenha “melhor entendimento” sobre estereótipos de género em Cabo Verde

Cidade da Praia, 24 Nov (Inforpress) – A presidente do ICIEG considerou hoje importante que a nova geração tenha “melhor entendimento” sobre os estereótipos de género, já que a mudança de comportamentos tem “impactos positivos” na promoção da igualdade de género no desenvolvimento do país.

A presidente do Instituto Cabo-verdiano da Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), Marisa Carvalho, fez estas considerações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura da segunda edição do Fórum Nacional de Género, com o lema “Geração Igualdade”, que decorre hoje e sábado, 25, na Cidade da Praia.

“Nós pretendemos abrir os 16 dias de activismo, que começam amanhã [sábado, 25], mas nós antecipamos o fórum, para, realmente durante 16 dias, inundarmos o país com uma onda laranja, tal como é o desígnio das Nações Unidas, para durante dois dias reflectirmos nos desafios que infelizmente ainda continuamos a ter, não só a nível mundial, mas também a nível de Cabo Verde, as questões relativamente à VBG, e novos desafios que nós estamos a enfrentar”, explicou.

Conforme a mesma fonte, o evento visa mobilizar actores e entidades colectivas e individuais para refletirem sobre o impacto da igualdade de género no desenvolvimento do país e de fortalecer o compromisso coletivo para a promoção da igualdade e equidade de género em todas as esferas da sociedade cabo-verdiana.

“A geração igualdade é aquela geração que nós temos dados em que está mais afoita, digamos assim, mais receptível à mudança de comportamentos. As questões de gênero, infelizmente, têm a ver com a carga educacional que nós recebemos e sabemos que quanto mais a idade está avançada, mais difícil é mudar um comportamento já adquirido”, afirmou.

Salientou ainda que a geração de igualdade é aquela geração que está ciente dos desafios que o país tem que já não tolera e que não normaliza situações de violência e é com ela que o ICIEG quer continuar a privilegiar o seu trabalho.

“Trabalhamos muito com as escolas secundárias, mas também desde as educadoras de infância, desde o jardim de infância, para que possamos de alguma forma, não digo emendar, mas direcionar alguns comportamentos que são adquiridos junto do contexto familiar”, sintetizou.

Isto, continuou, para que realmente naquilo que é o quesito género e aquilo que é o estudo, que é o que são os estereótipos de género, possam realmente ter um “melhor entendimento” e que possam eles, quando forem educadores, educarem essa geração para a igualdade.

Destacou, por outro lado, que o ICIEG tem trabalhado junto dos parceiros com destaque para as escolas secundárias para de entre outros assuntos abordar este novo fenômeno ainda recente em Cabo Verde que está relacionado com o cyberbullying.

Disse ainda que o ICIEG realizou acções de sensibilização ao longo do ano nas escolas secundárias nas diferentes ilhas do país e em parceria com a Comissão Nacional de Protecção de Dados alertando sobre este crime e que é punido pela lei.

“As pessoas têm a perceção, muitas vezes, de estarem a coberto do anonimato ou por perfis falsos que não podem ser identificados, mas são facilmente identificados, porque também a actuação juntamente com a Polícia Judiciária sabemos que é facilmente detectável e eles têm actuado também de uma forma bastante activa neste sentido”, frisou, alertando os pais e encarregados a estarem cientes para esta nova realidade, de como as novas tecnologias, as redes sociais estão a ser usadas de forma violenta.

CM/AA

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos