HAN vai receber equipamentos para área de oncologia oferecidos pela Fundação Callouste Gulbenkian –  PCA do HAN

Cidade da Praia, 22 Mar (Inforpress) – O presidente do conselho de administração (PCA) do Hospital Agostinho Neto (HAN) anunciou hoje que o hospital vai receber novos equipamentos para a área de oncologia, no âmbito da cooperação com a Fundação Callouste Gulbenkian, de Portugal.

Júlio Andrade fez este anúncio em declarações à imprensa, no final de uma formação direcionada aos enfermeiros em Oncologia financiada pela Gulbenkian, visando a capacitação dos técnicos, facultando mecanismos para melhoria do diagnóstico e tratamento das doenças oncológicas em Cabo Verde.

Conforme informou, no âmbito desta cooperação, as duas instituições têm levado a cabo o “Projeto Oncocv”, que contempla oferta de equipamentos para apoiar o hospital na área da oncologia e apoio na formação.

Segundo disse, no ano transacto receberam alguns equipamentos, e, recentemente, apesar de ainda não terem feito a distribuição, foram contemplados com um ecógrafo, equipamento que permite fazer ecografia e biopsia mamária.

De acordo com o responsável, vão receber 10 sistemas de infusão para os doentes que estão a fazer tratamento de oncologia e vários outros equipamentos vão chegar ao país ao longo do ano.

Entretanto, avançou que no concernente à formação foram beneficiados com formação interna para médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde.

Neste momento, segundo Júlio Andrade, os enfermeiros que tiveram oportunidade de participar nessa formação de oncologia, de 18 a 22, na Cidade da Praia, vão ter a oportunidade de cuidar dos doentes oncológicos na enfermaria e ainda vão participar de uma formação em Portugal.

No quadro dessa parceria, fez saber ainda que médicos na área de cirurgia, anatomia patológica, anestesia e ginecologia, entre outros profissionais, vão participar de uma formação em Cabo Verde e em Portugal, sempre vocacionado para o tratamento oncológico.

Isto porque, disse, é uma situação que consideram ser problemático, por ser a segunda causa de mortalidade em Cabo Verde e a segunda causa de evacuação.

No entanto, Júlio Andrade reconheceu que o país depara com dificuldades no tratamento desses doentes, pois, explicou, ainda não possuem a especialidade de radioterapia, mas se mostrou optimista na expectativa de o país vir a ter um dia esta componente.

“Se conseguirmos ultrapassar a questão da radioterapia, isso diminuiria consideravelmente a evacuação para Portugal. O que estamos a fazer, neste momento, em concertação com Portugal é que o paciente faça tratamento, cirurgia e quimioterapia e depois vá fazer a radioterapia, mas também fica muito menos tempo em Portugal e será muito mais rápido essa evacuação e um tratamento mais personalizado”, assegurou.

Falando em particular sobre a formação para enfermeiros em oncologia, a coordenadora do Programa de Prevenção e Controlo do Cancro, Carla Barbosa considerou que é pela via da capacitação dos profissionais de saúde que vão começar a criar uma “base sólida para melhorar os cuidados dos tratamentos oncológicos”.

A ideia, apontou, é melhorar o diagnóstico, quer dos serviços de anatomia patológico, quer dos serviços de imagiologia, melhorar o registo oncológico em Cabo Verde, melhorar a integração dos enfermeiros com o doente oncológico nas suas enfermarias.

“Em Cabo Verde ainda não temos um serviço de oncologica com camas, temos um serviço de oncologia no modo de hospital dia. Por isso, várias enfermarias, nomeadamente medicina, cirurgia vão receber os doentes oncológicos e esses enfermeiros necessitam de ter conhecimentos básicos para poder dar um melhor tratamento e seguimento a esses casos”, frisou.

Conforme explicou ainda, esta formação, destinada aos enfermeiros da Praia e de São Vicente, é a primeira de várias outras que vão acontecer ao logo dos anos, seguindo com os módulos de cuidados paliativos, organização contínua dos cuidados de enfermagem de oncologia do hospital dia e na enfermaria.

AM/FP

Inforpress/Fim

 

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