Há essa necessidade de assumirmos as nossas responsabilidades e trabalharmos para um clima melhor – Corrine Almeida (c/áudio)

Santa Maria, 16 Set (Inforpress) – A directora do WASCAL, Corrine Almeida, disse hoje, na ilha do Sal, que há necessidade de os países africanos assumirem as suas responsabilidades de trabalhar para um clima melhor.

A directora o Centro de Serviço Científico da África Ocidental sobre Mudanças Climáticas e Uso Adaptado do Solo (WASCAL), falava durante um painel sobre “o foco nas iniciativas de serviços e informações climáticas regionais”, integrado na 9ª Conferência sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento em África, que decorre na cidade de Santa Maria.

Segundo Corrine Almeida, “há a necessidade de uma compensação” por parte dos países que têm contribuído para as alterações climáticas, mas os países africanos devem trabalhar para um clima melhor, porque através disso, estar-se-á a trabalhar para que as populações sejam mais resilientes e tenham a capacidade da criação de trabalhos e de empregos qualificados.

Neste sentido, a Almeida transmitiu a ideia de “fortalecer iniciativas, como a da WASCAL, que é financiada pela Alemanha, para que se tornem mais incorporadas nas sociedades africanas e assumidas pelos Governos dos vários países no sentido de fortalecer a sua sustentabilidade”.

“A ideia que nós queremos transmitir é que iniciativas similares devem estender-se a todo o continente.  Para além das formações de pós-graduação, o WASCAL tem promovido formações de capacitação profissional ligadas ao clima e às mudanças climática”, explicou.

Corrine Almeida que também é oceanógrafa do Instituto de Engenharias e Ciências do Mar, da Universidade Técnica do Atlântico (UTA), também fez uma abordagem sobre os impactos das mudanças climáticas na região, tendo citado como consequências “a subida dos oceanos, que provoca a infiltração da água salgada nos solos aráveis e a erosão”.

“Os efeitos climáticos também reduzem a concentração de oxigénio nos oceanos e essa redução leva à mudança no comportamento de determinados organismos e os grandes peixes, tubarões e atuns tendem a restringir o seu movimento às aguas mais superficiais que têm mais oxigénio”, explicou Corrine Almeida para quem isso também traz implicações na pesca.

Conforme Corrine Almeida, estas são algumas das consequências das alterações climáticas, particularmente na região tropical e que afectam os Pequenos Estados Insulares como Cabo Verde, que também sofre com a destruição das comunidades coralinas por causa da acidificação dos oceanos.

A 9ª Conferência sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento em África é organizada pela Comissão Económica para África das Nações Unidas (UNECA), pela Comissão da União Africana e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) no quadro do Programa Clim-Dev, Clima e Desenvolvimento.

Conta com a parceria do Governo de Cabo Verde, através do gabinete do vice-primeiro-ministro.

O encerramento na sexta-feira, 17, será presidido pelo presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia.

CD/HF

Inforpress/Fim

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