Greve: Professores da Brava conseguiram mostrar a união da classe neste primeiro dia de greve – sindicato

Nova Sintra, 22 Nov (Inforpress) – O Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) estimou hoje em “mais de 95 por cento (%)” a adesão dos docentes à greve dos professores na ilha Brava.

A Inforpress, o representante do Sindep, Eurico Barros, disse que, pelo menos na Brava, os docentes vão conseguir mostrar o que realmente é uma união da classe dos professores.

“Nós temos lutado sempre para isso, a união da classe docente, independentemente dos sindicatos, portanto, hoje mostramos que os sindicatos e também os professores estão realmente unidos, para realizarmos ao governo que os professores necessitam de mais respeitos e mais dignidade nos seus trabalhos”, declarou.

Este responsável salientou ainda que todas as classes ou profissionais que estão onde estão hoje “é graças aos professores”, por isso reforçou a exigência e de respeito para com os docentes.

Segundo o mesmo, o problema da classe docente tem estado a “perpetuar”, uma vez que, as pendências têm vindo a arrastar há muito tempo e ainda com mais dificuldades.

“Portanto, hoje mostramos ao Ministério da Educação que pelo menos aqui na Brava os professores estão unidos e que juntos vamos conseguir vencer esta luta”, frisou.

Entretanto Eurico Barros, salientou ainda que esta greve é uma resposta do descontentamento da classe, todavia, caso o Governo não resolva os problemas pendentes, o mesmo afirmou que pode vir a ter congelamento de notas ou outras medidas necessárias.

“É possível, sim, congelarmos as notas, mas esperamos que o Ministério da Educacão possa entrar em acordo com a classe para que evitemos chegar a esse ponto”, finalizou.

Por seu turno, o ponto focal e representante dos professores no concelho, Carlinhos Martins partilhou da mesma opinião, considerando que praticamente os professores aderiram “a quase cem por cento”.

Este representante da classe considerou que a adesão é “bastante boa” o que mostra “a força máxima e o descontentamento” dos professores no concelho, pelo que disse esperar que o ministério passe a ver a classe docente “com outros olhos”.

DM/AA

Inforpress/Fim

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