Governo valoriza grandemente a diáspora cabo-verdiana pela sua importância no desenvolvimento do país, diz Jorge Santos

Cidade da Praia, 24 Jan. (Inforpress) – O ministro das Comunidades, Jorge Santos, disse hoje que o Governo valoriza grandemente a diáspora cabo-verdiana, espalhada pelos quatro cantos do mundo, pela sua importância, dimensão e participação em todos esforços do desenvolvimento das ilhas.

Jorge Santos manifestou esta posição durante o lançamento público do Projecto de Mapeamento das Comunidades Cabo-verdiana, ressalvando que o Governo desta legislatura decidiu dar centralidade à diáspora cabo-verdiana como extensão das ilhas na sua dimensão económica, cultural, social, desportiva, mas acima de tudo a nível do capital humano.

“Essa centralidade exige políticas públicas. E são as políticas públicas que nós estamos a construir, Políticas públicas para a cidadania, políticas públicas para o investimento, para tudo que seja a valorização da nossa cultura, mas também políticas públicas para melhor integração das nossas comunidades, sejam no país de origem (Cabo Verde), seja nos países de acolhimento”, frisou.

A melhor contribuição que um cabo-verdiano na diáspora pode dar a Cabo Verde, explicitou, é a sua melhor integração no país de acolhimento, isto é, o cultivo da criação de melhores condições para a sua integração, lá onde reside para, a partir daí fazer a ponte com Cabo Verde.

Considerando a diáspora cabo-verdiana como uma matriz do Plano Estratégico do Desenvolvimento Sustentável, o governante destacou os investimentos directos da diáspora em Cabo Verde, realçando que em 2021 e 2022 as remessas financeiras atingiram 375 milhões de dólares, aproximando dos 400 milhões de dólares em 2023.

“E se somar com os investimentos directos, que vão aproximando mais de cinco milhões de contos, mais as despesas familiares, já é superior a 7.4% a nível nacional. Isto tudo somado estamos a falar de valores que de acordo com o planeamento nacional, ascendem aos 34/ do PIB cabo-verdiano”, esclareceu Jorge Santos.

A cerimónia marcada pela apresentação detalhada do projecto foi seguida da assinatura de um Protocolo de Execução, envolvendo o Ministério das Comunidades, o INE e a Unidade de Gestão de Projectos Especiais do Banco Mundial.

SR/JMV
Inforpress/Fim

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