Governo está a trabalhar para uma maior complementaridade entre os sectores público e privado na prestação de cuidados de saúde – ministro (c/áudio)

Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) – O ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, disse hoje que o Governo está a trabalhar para uma maior complementaridade entre os sectores público e privado na prestação de cuidados de saúde.

O governante fez essa afirmação no discurso que preferiu esta tarde, na cerimónia de comemoração do Dia Mundial da Saúde, que se assinalou a 07 de Abril, tendo na altura sublinhado que esse trabalho vai ser realizado através de diálogo, da revisão da legislação e de medidas que visam melhorar o ambiente e as condições de actuação.

“É um dever constitucional termos um serviço nacional de saúde, público, forte, mas é também um compromisso programático do Governo, dotar o país de um sistema de saúde, resiliente e que não seja um mero distribuidor de recursos, mas que contribua para o crescimento económico de Cabo Verde”, disse.

Segundo Arlindo do Rosário, a estratégia de cuidados universais de saúde é o caminho que o serviço nacional de saúde sempre percorreu, pelo que levar a saúde a toda a gente, em toda a parte, a qualquer hora, tem sido um desígnio nacional.

Neste particular, o ministro adiantou que muito se tem conseguido”, mas reconheceu que muito caminho ainda falta ser percorrido.

“Se compreendermos que ela é mais do que um estado, é um processo em permanente transformação, em desenvolvimento e que também é reflexo da condição socioeconómica do país, compreenderemos que resulta de um dever do estado, mas também de uma obrigação de todos”, ajuntou.

Porém, perante algumas interrogações sobre a sustentabilidade financeira do sistema, o governante questionou se poderá o serviço nacional, com o nível de financiamento que tem, garantir a plena realização da cobertura universal de saúde.

Perante isso, referiu ainda, que à luz do compromisso de Abuja, o Governo vem crescendo no Orçamento do Estado mais verba para o sector.

Em Cabo Verde, Arlindo do Rosário salientou que o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) apenas cobre 43 por cento (%) da população, sendo que 57% se encontra sem uma cobertura social, e interrogou sobre que saúde se quer para o perfil dos turistas que chegam ao arquipélago.

O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariano Salazar Castellon, na sua intervenção, defendeu que a cobertura universal para a saúde “é necessária”, pois, garante a toda a gente acesso de serviço de saúde de qualidade sem tem de pensar no problema financeiro.

“Os protagonistas da cobertura universal da saúde são os partidos políticos e os diferentes poderes do Estado, colocando a saúde e as pessoas no centro da agenda e sem deixar ninguém para trás”, sustentou, lembrado que o II Fórum da Saúde a nível da África, que aconteceu de 26 a 28 de Março, na cidade da Praia, reflectiu sobre 30 soluções inovadoras para vários aspectos relacionados com a saúde.

O responsável da OMS apontou algumas recomendações feitas nesse fórum e que podem ajudar a região africana a atingir os seus objectivos comuns a nível da saúde e referiu-se aos avanços de Cabo Verde neste sector.

No evento, os convidados tiveram ainda oportunidade de participar num debate sobre “O contributo da telemedicina para cobertura universal de saúde em Cabo Verde”, proferido pela especialista em cardiologia Vanda Azevedo.

PC/CP

Inforpress/Fim

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