Governo está à procurar de soluções biológicas para controlar praga de gafanhotos

Cidade da Praia, 21 Out (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, disse hoje que o Governo está à procura de soluções biológicas para controlar a praga de gafanhotos que afecta sobretudo a ilha de Santiago.

O governante falava aos jornalistas, à margem de um workshop regional de ‘multi-stakeholder’ sobre as “Inovações para os pequenos agricultores – gestão sustentável da lagarta-do-cartucho do milho”, que decorre de hoje a quinta-feira, 24, na Cidade da Praia.

Assegurou que neste momento a praga está a ser controlada, mas é necessário fazer mais para que situações dessa natureza não se verifiquem.

“Da mesma forma que fizemos em relação a lagarta-do-cartucho do milho, estamos bastante engajados na procura de soluções de luta biológica, ou seja, produção de uma biofábrica para produção de inimigos naturais dos gafanhotos para ver se reduzimos a probabilidade da sua multiplicação em massa e afectar as nossas culturas”, avançou.

Em relação ao ano agrícola, Gilberto Silva reconheceu que as chuvas de Outubro não são suficientes para um bom ano agrícola, mas sublinhou que o Governo aprovou um programa de mitigação muito ligado a estratégia de resiliência de modo a fazer face a situação.

“Ainda não temos a avaliação agrícola da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), do CILSS (Comité Inter-Estados de Luta Contra Seca no Sahel) e dos respectivos estados para termos uma opinião que é independente que permite a todos mobilizar recursos”, disse avançado que, em Novembro, os países desta região irão reunir-se para avaliar a situação.

Entretanto, o ministro da Agricultura e Ambiente assegurou que o executivo já está a trabalhar no sentido de mitigar os efeitos do mau ano agrícola e, acima de tudo, assegurar a produção agrícola no país.

Afirmou que a segurança alimentar não está em causa, sendo que o país tem um stock de produtos para oito meses, tem actuado no sentido de manter o rendimento e a capacidade produtiva das famílias cabo-verdianas, sobretudo no meio rural, e arranjar soluções para que as famílias tenham algum rendimento que lhes permitam ter acesso financeiro.

AV/CP

Inforpress/Fim

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