Governo almeja assinar um pacote de 500 milhões de euros de financiamento durante o Cabo Verde Investiment fórum (c/áudio)

Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) – O Governo almeja assinar um pacote de pelo menos 500 milhões de euros de financiamento no Fórum de Investimento a realizar-se em Cabo Verde, e desafia o sector privado a preparar-se para apresentar projectos bem montados e bancáveis.

O evento, que se apresenta como um espaço de criação de oportunidades e atração de investimentos para o sector privado, está marcado para os dias 01, 02 e 03 de Junho na ilha do Sal e a sua apresentação publica foi feita hoje na Cidade da Praia, pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças Olavo Correia.

“Neste fórum teremos conversa sim, mas vai ser um fórum para concretizar negócios. A equipa liderada pela Bolsa de Valores, Direcção-Geral do Plano com a parceira do sector privado tem essa missão. Nós queremos assinar um pacote de pelo menos meio bilhão de euros de financiamento, ou seja, 500 milhões de euros (cerca de 55 milhões de contos) de financiamento no mínimo para termos sucesso neste fórum”, disse o governante.

Segundo Olavo Correia trata-se de uma meta possível com competência e projectos bancáveis e bem montados e com boa estrutura de capital.

“Nos acreditamos em como é possível ter projectos financiados num montante 500 milhões de euros no mínimo e criar condições para que outros projectos ao longo do ano possam ser financiados”, disse alertando o sector privado a se preparar.

O objectivo do Governo é dar todo o incentivo ao sector privado nacional e estrangeiro para investir em Cabo Verde em todos os sectores.

“Por isso é que nós estamos a realizar esse fórum pela primeira vez em Cabo Verde porque o foco não é o Estado. O foco hoje em dia é o privado. O Estado tem a obrigação de criar oportunidade para o sector privado”, explicou.

Conforme adiantou, esse fórum, cuja organização está sob a alçada da Bolsa de Valores e da Direcção-Geral do Plano, contando com a parceira do sector privado, vai ter um objectivo político e três temas estarão na agenda.

O primeiro tem a ver com a Macaronésia, no sentido de ver como é que Cabo Verde pode ser útil enquanto país parte da Macaronésia para fazer a ligação entre a Europa e o continente africano.

Em segundo lugar os pequenos países insulares com destaque para as especificidades do ponto de vista da gestão de negócios e em terceiro lugar a lusofonia, sobretudo no contexto do compacto lusófono do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) onde, segundo o ministro existem “recursos importantes” para produzir nos países lusófonos e exportar à escala do mundo.

Por outro lado, adiantou que a intenção do executivo e que esse fórum seja uma plataforma de negociação, para preparar os projectos e também para garantir as transações financeiras.

“Queremos que o fórum seja um espaço de mercado para promover Cabo Verde enquanto destino de investimento e negócios, para analisarmos o clima de investimentos, para colocarmos os investidores em contacto, mas também para termos o engajamento dos parceiros e estabelecer parcerias para financiar projectos privados concretos”, disse afirmando, contudo, que a liderança tem de ser do país.

Para este fórum vão ser convidadas todas as instituições financeiras internacionais reputáveis como o BAD, África 50, Banco Europeu de Investimentos, Afreximbank, China Eximbank, India Eximbank, Sociedade Financeira Internacional, seguradoras, fundo de pensões e capitais de riscos internacionais.

O vice-primeiro-ministro adiantou que uma equipa vai ser criada para a realização do fórum anualmente, com o propósito de garantir que os projectos dos nacionais e empresários estrangeiros que estão a investir tenham financiamento.

MJB/FP

Inforpress/fim

 

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