Governante diz que “é imperiosa” a criação de emprego enquanto estratégica de inclusão das pessoas com deficiência

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – O secretário de Estado para Inovação e Formação Profissional defendeu hoje, na Cidade da Praia, que é “imperiosa” a necessidade de se criar o emprego e a empregabilidade, enquanto estratégica de inclusão das pessoas com deficiência ou incapacidades.

Pedro Lopes fez essa afirmação no discurso de encerramento do curso de panificação para nove jovens “não ouvintes” (surdos), promovida pela Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV).

De acordo com o governante, as questões relativas ao acesso ao mercado de trabalho, a integração profissional e a aprendizagem ao longo da vida, constituem factores que devem ser priorizados na concessão das medidas políticas públicas que visem a inclusão.

“O Governo de Cabo Verde dispõe de política para apoiar pessoas com deficiência (…), estamos a desenvolver serviços de orientação profissional e estão sendo implementadas medidas junto do programa emprego e empregabilidade”, informou Pedro Lopes.

Adiantou que a educação, formação e qualificação dos jovens com deficiência, remete para a necessidade de uma “articulação forte” entre o sistema de ensino, formação e qualificações profissionais, de forma a se criar um leque variado de opções.

Neste sentido, garantiu que o Governo está a mobilizar meios para apoiar e desenvolver uma estratégica específica para fortalecer a capacidade das famílias com crianças ou jovens com capacidade especiais.

No entanto, apelou as demais entidades para abraçar o desafio técnico de se aprofundar as oportunidades e diversificar as ofertas formativas ao maior número de jovens com deficiências de modo a se inserirem no mercado de trabalho.

Por sua vez, o presidente do conselho de administração da EHTCV, Sérgio Sequeira, esclareceu que este projecto está dentro do plano estratégico do desenvolvimento sustentável do Governo, em que as unidades de formação têm que ter acções que estejam direccionadas para um publico de pessoas com alguma limitação.

“Já tínhamos um contacto com a associação de surdos, que já tinham feito uma proposta e faz todo o sentido fazer uma formação nessa área. Escolhemos a panificação e foi uma experiencia enriquecedor para a nossa escola”, explicou o responsável.

OM/CP

Inforpress/Fim

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