Fundação Maio Biodiversidade faz balanço positivo da campanha de protecção das tartarugas

Porto Inglês, 24 Out (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade fez hoje um “balanço positivo” da campanha de protecção das tartarugas marinhas, em 2023, durante a qual registou 12 mil ninhos.

Em declarações à Inforpress, o coordenador da campanha de protecção das tartarugas marinhas, Herval Silva assegurou que conseguiram cumprir os objectivos traçados para a temporada que já está, praticamente, na sua recta final.

Herval Silva sublinhou que, devido a alguns constrangimentos, só conseguiram cobrir pouco mais de 30 por cento (%) das praias existentes na ilha, pelo que disse acreditar que terão ficado vários ninhos por registar, acrescentando que também a chuva dificultou, em alguns momentos, este tipo de trabalho.

“Este ano tivemos um número reduzido de monitores, o que nos impossibilitou de cobrir todas as praias, além do facto de este trabalho ser realizado no momento em que realizam as festas do município, por isso alguns dos colaboradores acabam por perder esta responsabilidade de trabalho”, disse.

Relativamente à caça, o entrevistado da Inforpress disse que conseguiram detectar 117 tartarugas apanhadas, mas afiançou que este número é superior, porque os apanhadores estão a utilizar técnicas cada vez mais sofisticadas.

Apesar de as equipas estarem, também, mais experiente no trabalho da patrulha e protecção das tartarugas, reconheceu que em todas as localidades da ilha houve caça, razão por que defendeu a implementação de mais campanhas de sensibilização a nível nacional.

A este propósito Herval Silva precisou que, há dois anos, estão a levar a cabo o programa zona mais amiga do ambiente, que inclui também a patrulha das praias por parte dos grupos participantes e também das pessoas das referidas comunidades.

Aquele coordenador destacou a participação dos voluntários internacionais na campanha deste ano, inclusive, pela primeira vez, receberam os colaboradores de uma multinacional.

Mostrou-se indignado com o comportamento de alguns caçadores da cidade de Porto Inglês e da localidade de Ribeira Dom João que ameaçaram os monitores e líderes de equipa nas praias, à noite, enquanto estavam a fazer o seu trabalho.

“Tivemos uma boa colaboração com a Esquadra Policial local que, após este incidente vigiaram com mais intensidade a praia de Ponta Preta”, realçou.

Herval Silva assegurou que vão continuar com alguns lideres e monitores nas praias até ao fim deste mês, frisando que já apresentaram o balanço junto dos parceiros e instituições amigas, bem como os constrangimentos.

WN/HF

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos