Segunda reunião da Rede das Reservas Mundiais da Biosfera da CPLP adiada para primeiro trimestre de 2024

São Filipe, 25 Out (Inforpress) – A segunda reunião da Rede das Reservas Mundiais da Biosfera da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), inicialmente agendada para acontecer de 27 de Novembro a 02 de Dezembro, foi adiada para o primeiro trimestre de 2024.

O presidente em exercício da Reserva Mundial da Biosfera da Ilha do Fogo, Nuías Silva, disse que havia uma previsão de se realizar o segundo encontro das Reservas da Biosfera da CPLP na ilha do Fogo, na última semana de Novembro e início de Dezembro, mas tendo em conta as condições logísticas que precisam de ser montadas a reunião foi adiada para o primeiro trimestre do próximo ano.

“Estamos a falar de várias reservas, para além de instituições governamentais”, afirmou Nuías Silva, avançando que além da logística é necessário concertar as várias agendas ao contexto nacional, razão pela qual se indicou que a melhor convergência para realizar de algo com a dimensão do encontro de nível internacional como as Reservas Mundiais da Biosfera da CPLP seria melhor reagendar para o primeiro trimestre de 2024.

Nuías Silva avançou que está a trabalhar com todos uma nova data que será anunciada brevemente, mas que ficou assente que será no primeiro trimestre de 2024, sublinhando que as ambições é que venha a ser um evento de maior dimensão do que aquilo que estava projectado para os meses de Novembro/Dezembro deste ano.

O primeiro encontro foi em Lisboa no ano passado e a ilha do Fogo candidatou-se e foi seleccionado para receber a segunda reunião da Rede da CPLP das Reservas Mundiais da Biosfera, que deveria acontecer de 27 de Novembro e 02 de Dezembro, mas que por questões de logísticas e agendas foi adiada para 2024.

O encontro, recorda-se está sendo preparado em parceria com o Projecto Vitó, a organização não governamental portuguesa, Actuar, e a Reserva da Biosfera do Fogo, através das câmaras municipais para que seja um “momento alto” em que durante uma semana a ilha será capital das questões ligadas às reservas, à biodiversidade, preservação, protecção e o processo de desenvolvimento das reservas da CPLP.

Com relação a implementação da Reserva Mundial da Biosfera da Ilha do Fogo, Nuías Silva, que exerce o cargo de presidente da reserva, informou que o processo está em curso e que neste momento está-se a trabalhar o plano de acção em parceria com a Direcção Nacional do Ambiente (DNA) e o consultor destacado para as reservas do Fogo e do Maio.

Avançou que está a ser trabalhado o logotipo da reserva do Fogo, sublinhando que há acções concretas da implementação como sinalizações em vários sítios da ilha.

“A Reserva da Biosfera somos todos nós, trata a relação entre o homem e o ambiente e esta relação que se pretende preservar”, advogou Nuías Silva para quem a questão da reserva está ligada ao progresso e desenvolvimento sustentável, mantendo a relação saudável entre o homem e o ambiente.

O presidente em exercício da Reserva da Biosfera do Fogo avançou que ainda se está numa fase embrionária da sua implementação, mas com o plano de acção e o logotipo vai-se acelerar muito mais os passos.

“Passos significativos foram dados em parceria com a Associação Projecto Vitó, Direcção Nacional do Ambiente (DNA) e as câmaras municipais para consolidar a Reserva da Biosfera do Fogo que se espera venha a ser um elemento atractivo para o turismo” destacou Nuías Silva, esperando igualmente que o selo da reserva seja fundamental para oferta turística, devendo por isso, ser incorporado por todas instituições e unidades turísticas.

Sublinhou que a reserva, além de toda a ilha do Fogo, inclui cinco milhas marítimas para completar a extensão e que se todos capturarem as verdadeiras dimensões da reserva ela pode ser um trunfo para comercializar o destino turístico e ambiental que é a ilha do Fogo.

JR/CP

Inforpress/Fim

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