Fogo: Responsável de Suifogo e presidente de agrupamentos dos criadores pede maior flexibilidade da CV Interilhas

São Filipe, 21 Out (Inforpress) – O director-geral de Suifogo e presidente de agrupamento dos criadores da ilha, Manuel Mendes, exortou hoje uma maior flexibilidade por parte da empresa CV Interilhas para com os operadores do Fogo no transporte das suas mercadorias.

Em declaração à Inforpress, Manuel Mendes indicou que os operadores económicos compreendem a situação de dificuldades que a CV Interilhas atravessa, neste momento, com três navios parados, mas observa que mesmo assim devia existir um pouco mais de flexibilidade do lado da empresa em assegurar o transporte, pelo menos, dos produtos perecíveis como queijos, frutas e legumes.

Segundo o mesmo, no último sábado o navio Sotavento portou a ilha do Fogo, mas como foram informados de que não trabalham aos domingos, os operadores não fizeram a ordem de embarque para enviar os seus produtos que iam permanecer no armazém por mais de 24 horas, correndo o risco de estragar.

Esta segunda-feira, explicou, o mesmo navio voltou à ilha e sem quaisquer justificações, a empresa recusou-se a fazer as ordens de embarque e desta forma foram impedidos de enviar os seus produtos para a ilha de Santiago (Praia), questionando por isso se o barco veio à ilha só para o transporte dos passageiros.

“A culpa não é dos operadores económicos da ilha se os navios estão com problemas”, disse Manuel Mendes que falava em nome da empresa, do agrupamento e dos agricultores da ilha, indicando que a responsabilidade de serviço de transporte entre as ilhas é da empresa e devia encontrar uma solução para o problema.

Perante este cenário, Manuel Mendes questiona o que fazer com as mercadorias, que por serem perecíveis não aguentam uma ou duas semanas, ou se devem parar a produção enquanto a situação do transporte marítimo não for resolvida, lembrando que muitas pessoas estão afectadas.

Para o mesmo, neste momento a única maneira de escoar os produtos da ilha é via marítima já que a nível de transporte aéreo o custo é “exorbitante e, às vezes, mais caro às vezes que o próprio produto”.

As tentativas da Inforpress para ouvir a representação da empresa a nível da ilha para entender as razões da não realização de ordem de embarque e do transporte das mercadorias, resultaram infrutíferas.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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