Fogo: Ministro do Mar congratula-se com recomendações do Conselho Nacional das Pescas

São Filipe, 29 Set (Inforpress) – O ministro do Mar, Paulo Veiga, que presidiu hoje, através da plataforma zoom, o encerramento da reunião descentralizada do Conselho Nacional das Pescas e dos Recursos Marinhos, congratulou-se com as recomendações saídas do encontro.

Paulo Veiga destacou a questão relacionada com a realização de estudo de viabilidade para avaliar a aplicabilidade de se fazer gestão pesqueira por ilhas/zonas à realidade de Cabo Verde, mas também a necessidade de uma fiscalização preventiva em detrimento de uma fiscalização sucessiva e repressiva.

Sobre a questão de mergulho com recursos a meio de respiração artificial, Paulo Veiga indicou que todos estão conscientes dos riscos que o mesmo comporta, observando que tais riscos se tornam mínimos se o mergulho for feito com meios e equipamentos adequados e adaptados.

Destacou ainda a necessidade de uma formação de qualidade, exigência de seguros de vida para esta actividade.

O ministro do Mar lembrou que os tempos são outros e que a pandemia provocada pela covid-19 reforçou o papel fundamental da criação de capacidade de cooperação e de resiliência, sublinhando que o sector das pescas não deve estar imune à necessidade de se reinventar e mitigar o impacto económico e social da crise.

Segundo o governante, com reformas e investimentos estruturantes e através da visão estratégica orientada para uma recuperação transformativa, sustentável e inclusiva é possível promover a convergência económica e a resiliência para consolidar o crescimento neste sector.

“Assumimos a nossa ligação e a, consequente, dependência ao mar, no qual a pesca é parte inquestionável desta realidade contribuindo de forma expressiva para o desenvolvimento socioeconómico das comunidades pesqueiras do país”, disse Paulo Veiga.

O ministro adiantou que os compromissos do Governo estão claros e os esforços orientados para a promoção sustentável do sector da pesca de modo a contribuir para o equilíbrio da balança comercial, da gestão e exploração sustentável dos recursos haliêuticos, a modernização de circuito da comercialização dos produtos de pesca, melhoria substancial das infraestruturas de pesca e melhoria das condições de segurança, de entre outros.

“São políticas em fase de implementação que terão impacto directo no aumento da capacidade de captura interna, desenvolvimento da pesca sustentável e que contribuirão para o desenvolvimento inclusivo e justo visando optimizar os benefícios económicos e sociais de toda a população que depende do sector”, referiu Paulo Veiga, que classificou de “extrema relevância” o plano executivo de gestão de recursos das pescas para o ano de 2022.

O responsável pelo sector do Mar reafirmou o compromisso do executivo com a questão da segurança da pesca artesanal para evitar acidentes fatais, salientando que é nesta perspectiva e para garantir a segurança dos pescadores, sobretudo os da pesca artesanal, que o Ministério do Mar tem vindo a implementar um “ambicioso projecto” de aquisição e distribuição de kits de segurança adaptado à realidade da pesca artesanal, e realização de acções de formação para melhor utilizar os kits.

JR/CP

Inforpress/Fim

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