Fogo: Equipamento para ajudar pescadores no arrasto das embarcações considerado “segunda revolução na pesca artesanal”

São Filipe, 14 Jul (Inforpress) – O equipamento disponibilizado pela Associação de Solidariedade e Desenvolvimento (ASDE) para apoiar os pescadores no arrasto das suas embarcações foi classificado pelo ministro da Economia Marítima como “uma segunda revolução na pesca artesanal”.

O titular da pasta da Economia Marítima, José Gonçalves, que presenciou hoje, no cais de pesca do porto de Vale dos Cavaleiros, o ensaio do equipamento baptizado com o nome de “marsúpio”, cuja aquisição enquadra-se no projecto da pesca financiado pela ASDE, disse tratar de “uma pequena e grande revolução”.

Segundo o mesmo, o equipamento representa uma segunda revolução na pesca artesanal, observando que a primeira foi a introdução de motores de poupa nas embarcações da pesca artesanal, um sector com mais de seis mil pessoas, substituindo o remo.

Mas no arrasto, observa, não havia uma solução e os pescadores passavam dificuldades no arrasto de embarcações, sublinhando que o padre Ottavio Fasano, viu as necessidades e encontrou uma forma de resolver o problema, trazendo especialistas para estudar o local e encontrar soluções para ajudar  a melhorar a vida dos pescadores.

O equipamento funciona, mas precisa de ser aperfeiçoado porque no arrastadouro existe o problema de acumulação de limo, mas é uma inovação de grande importância e uma vez aperfeiçoada  pode ser replicado nas outras comunidades piscatórias na ilha do Fogo e das demais ilhas do país.

Além deste equipamento, José Gonçalves destacou, no caso do projecto da pesca para as ilhas do Fogo e da Brava, a construção da casa dos pescadores nas proximidades do cais de pesca no porto de Vale dos Cavaleiros, para guardar os seus materiais e onde podem passar a noite.

José Gonçalves disse que com a construção da casa dos pescadores será instalada uma unidade de produção de gelo no cais de pesca, esperando que do ponto de vista organizacional, as associações de pescadores onde há maior dimensão, possam organizar em cooperativa e ter solução mais fácil, criando um negócio à volta da pesca artesanal não só para alimentação das famílias, mas para o desenvolvimento deste sector.

O promotor da iniciativa, padre Ottavio Fasano disse que a aquisição deste equipamento é para ajudar os pescadores a arrastarem as suas embarcações já que os mesmos levam muito tempo a fazê-lo e em condições extremamente precárias.

“O equipamento não é perfeito, mas ajuda muito os pescadores que trabalham muito e com riscos”, disse Ottavio Fasano, indicando que vai facilitar o trabalho dos pescadores.

“É um primeiro passo de um grande projecto de ajudar os pescadores a criar uma cooperativa de compra e conservação de peixe para abastecer os mercados turísticos”, afirmou.

Os pescadores presentes na cerimónia de apresentação e manuseamento do equipamento não esconderam a satisfação já que o mesmo vai contribuir, e muito, no processo de arrasto das embarcações.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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