Fogo: Eleitos do MpD que integraram comissão de inquérito demarcam-se das conclusões apresentadas pelo presidente

São Filipe, 22 Mar (Inforpress) – Os três eleitos municipais do Movimento para Democracia (MpD-situação) que integraram a comissão de inquérito criada para apreciar actuação da actual equipa camarária, entre Outubro de 2016 a Junho de 2017, demarcam-se das conclusões apresentadas pelo presidente.

Em conferência de imprensa para rebater as afirmações do presidente da comissão, Euclides Fernandes, os eleitos do MpD consideraram o procedimento “vergonhoso e cobarde” e que as conclusões apresentadas são “falsas e descontextualizadas, não correspondendo minimamente aos factos apurados no inquérito”.

Segundo os mesmos, a verdade obtida ao longo do inquérito foi de tal ordem que obrigou o presidente a “fazer desaparecer a própria pasta com todos os documentos do processo a fim de não reconhecer que as suspeições levantadas não passavam disso mesmo”, sublinhando que o presidente não estava mandatado em nome da comissão e “muito menos mentir de forma descarada”.

Entendem os eleitos que o empréstimo estava devidamente autorizado e para fins bem determinados e apontaram um conjunto de trabalhos realizados, mas confrontado de se há dois relatórios e duas conclusões, estes indicam que existe um único relatório mas que a leitura foi adulterada pelo presidente da comissão.

Para os eleitos do MpD, após a apresentação do relatório na Assembleia Municipal, nenhuma das bancadas da oposição fez qualquer pronunciamento sobre a matéria, observando que ao chamar a comunicação social para, de forma isolada, voltar com as suspeições, o “seu carácter ficou manchado”.

Os três eleitos concluíram na conferência de imprensa que o PAICV, “de forma desesperada e sem argumentos, prefere a mentira do que a verdade, calúnias e difamações em detrimento de transparência e semear o ódio e violência em detrimento da paz com o único propósito de alcançar o poder”.

JR/CP

Inforpress/Fim

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