Fogo: É fundamental estabilizar a produção e distribuição de energia eléctrica – Olavo Correia

São Filipe, 07 Jan (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, que termina hoje uma visita de quatro dias à ilha do Fogo, defendeu sábado que é fundamental estabilizar a produção e distribuição de energia eléctrica à ilha.

O governante defendeu esta necessidade durante a sua intervenção na inauguração do empreendimento hoteleiro na cidade de Cova Figueira e que marcou o último ponto da agenda da sua visita de trabalho à ilha.

“É fundamental estabilizar a produção e distribuição de energia eléctrica em conexão com a água”, disse Olavo Correia, indicando que a água tem de ser de qualidade e a um bom preço para o desenvolvimento do sector agrícola.

Recorda-se que no último trimestre de 2023 a ilha do Fogo foi afectada por cortes prolongados no fornecimento de energia eléctrica.

Não obstante a empresa de produção e distribuição da electricidade, Electra, ter garantido no início de Dezembro que a situação foi estabilizada depois da aquisição de peças e trabalhos durante vários dias, seguido de testes, ainda se regista cortes frequentes no fornecimento de energia.

Por outro lado, Olavo Correia assegurou que constitui um grande desafio do Governo para os próximos tempos criar condições para ter água para agricultura na ilha do Fogo, em quantidade, com qualidade e a um preço que permita que a agricultura seja uma actividade rentável.

“Estamos engajados para trabalhar com os presidentes das câmaras numa agenda para que isso aconteça”, disse o governante, sublinhando que o Governo está focado em resolver os problemas candentes da ilha do Fogo.

Nesta perspectiva o Governo está a mobilizar recursos para a conclusão do anel rodoviário, melhorar as conectividades aérea, marítima, terrestre (estradas) e tecnológica, referiu Olavo Correia, indicando que é necessário melhorar alguns aspectos.

“É uma urgência dar um salto para melhorar o nível de serviço de transportes aéreo e marítimo”, referiu.

O VPM além de apontar as intervenções de urgência para a ilha do Fogo, referiu-se a algumas medidas previstas no quadro do Orçamento de Estado para 2024 como a redução dos impostos para pessoas colectivas de 22 para 21 por cento (%), observando que antes era de 25% e que em 2025 passará para os 20 e nos próximos anos até aos 15%.

Outra medida indicada está relacionada com o plano de retoma com mais de seis milhões de contos para apoiar as empresas que querem investir com taxa de juro máxima de 4,5%, assim como incentivos para a diáspora no quadro do estatuto de investidor emigrantes para permitir que possam investir mais em todos os sectores de actividades.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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